Elefante-marinho sai da Zona Sul do Rio e reaparece em praia de Niterói

Um elefante-marinho surpreendeu banhistas ao reaparecer na orla de Niterói nesta semana, pouco tempo depois de ter sido flagrado descansando em uma praia da Zona Sul da capital fluminense. O animal atrai curiosos, mas especialistas alertam que a aproximação traz riscos sérios tanto para as pessoas quanto para o bicho.

Passagem de animal marinho mobiliza moradores e biólogos na orla

A presença do visitante ilustre chamou a atenção logo cedo. O elefante-marinho aproveitou a faixa de areia para repousar após um longo percurso no mar aberto. Antes de cruzar a entrada da Baía de Guanabara em direção a Niterói, o animal havia passado horas na areia da Zona Sul carioca, onde reuniu dezenas de curiosos que pararam para tirar fotos e gravar vídeos pelo celular.

Veterinários e biólogos marinhos que acompanham a movimentação explicam que esse tipo de aparição é comum nesta época. Esses mamíferos realizam longas migrações vindos de regiões mais ao sul do continente, como a Patagônia. Ao longo do trajeto exaustivo, eles precisam parar na areia firme para descansar, regular a temperatura do corpo e, em alguns momentos, passar pelo processo natural de troca de pele e pelos.

Embora pareça calmo e dócil de longe, o animal é selvagem e pode se assustar com a movimentação intensa. Agentes ambientais reforçam que a presença humana muito perto impede o animal de relaxar e recuperar as energias necessárias para continuar a sua rota no oceano.

Por que você não deve se aproximar nem tentar alimentar

A principal recomendação dos órgãos ambientais e equipes de resgate é manter uma distância segura de pelo menos dez metros do animal. Um elefante-marinho pode pesar centenas de quilos e, caso se sinta ameaçado ou acuado, consegue se deslocar com rapidez e desferir mordidas fortes para se defender.

Também é proibido tentar empurrar o animal de volta para o mar, jogar água ou oferecer qualquer tipo de comida. Banhistas que passeiam com cães na praia devem redobrar a atenção, mantendo os animais de estimação sempre na coleira curta. Um confronto entre cães e o mamífero marinho pode causar ferimentos graves e transmitir doenças para ambos os lados.

Quem acionar caso você encontre o animal na areia

Se você estiver caminhando pela orla e avistar o elefante-marinho ou qualquer outro animal marinho encalhado ou descansando na areia, o procedimento correto é não intervir diretamente e acionar imediatamente os canais oficiais de monitoramento e proteção da fauna:

  • Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BS): O serviço atua no resgate e atendimento veterinário de mamíferos, aves e tartarugas marinhas pelo telefone 0800 999 5151. A ligação é gratuita.
  • Guarda Municipal e Defesa Civil: Podem ser acionadas pelo telefone 153 para isolar a área com fitas de segurança, garantindo que pedestres e curiosos não invadam o espaço de descanso do animal.
  • Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro: Em situações de risco evidente na água ou na faixa de areia, ligue para o 193.

O que a rotina das praias muda com a visita

A aparição não interdita totalmente a circulação de pedestres ou banhistas, mas a faixa de areia onde o animal decide parar costuma receber cordões de isolamento preventivo. Agentes municipais acompanham o comportamento das pessoas para impedir que o mamífero seja importunado.

O animal não precisa ser removido enquanto apresentar comportamento saudável e estiver apenas descansando. Equipes de biologia monitoram a respiração e a reação física dele. Assim que estiver descansado, a tendência é que o próprio animal retorne para o mar por conta própria, seguindo a corrente marinha em direção ao seu destino habitual nos próximos dias.

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