Dois homens foram presos em Cascadura, na Zona Norte do Rio, após tentarem roubar outro veículo na região. Agentes da Polícia Militar flagraram a dupla em uma moto roubada, portando revólver e bloqueador de rastreador.
A ação ocorreu em uma das áreas mais movimentadas do bairro, por onde passam milhares de trabalhadores e estudantes todos os dias. O cerco policial impediu novos ataques contra motoristas e pedestres que circulavam pelas vias locais.
Cerco do 9º BPM intercepta criminosos armados nas ruas de Cascadura
A prisão aconteceu após agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda) serem alertados pelo rádio sobre uma tentativa de roubo de veículo em andamento. As equipes fecharam os acessos do bairro para impedir a fuga da dupla, que tentava se distanciar do ponto do crime.
Os policiais conseguiram localizar os dois suspeitos trafegando em uma motocicleta. Durante a aproximação e a ordem de parada, a dupla foi revistada e os militares encontraram um revólver calibre .38 municiado, um aparelho celular e um bloqueador de sinal, equipamento comumente utilizado para impedir que veículos com rastreador sejam localizados pelas empresas de segurança.
Após consulta rápida aos registros dos sistemas de segurança pública, os policiais constataram que a motocicleta usada pelos suspeitos já era produto de roubo. Todo o material recolhido e os dois homens foram levados diretamente para a 29ª Delegacia de Polícia (Madureira), responsável por registrar o flagrante e instaurar o inquérito policial.
Como funciona o aparelho bloqueador apreendido com a dupla
O aparelho encontrado com os suspeitos é conhecido popularmente como jammer ou capetinha. Esse tipo de equipamento emite frequências que anulam as transmissões de GPS, sinais de celular e radiofrequência, impedindo que o dono do veículo ou a seguradora descubram a localização da moto.
Segundo a polícia, os criminosos costumam ligar o aparelho assim que abordam a vítima nas ruas da cidade. Com o sinal cortado, ganham tempo para levar o veículo até comunidades vizinhas ou desmanches clandestinos, dificultando a recuperação imediata antes da chegada das forças de segurança.
O que fazer se você foi vítima de roubo de veículo
Quem passa pelo trauma de um assalto nas ruas do Rio de Janeiro precisa agir de forma rápida para facilitar a localização do bem. O primeiro passo é registrar a ocorrência formalmente na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
- Registro presencial: Procure a delegacia mais próxima do fato. Na região de Cascadura e Madureira, o atendimento de plantão é feito na 29ª DP (Madureira), localizada na Rua Carvalho de Souza, sem número.
- Registro online: Em casos sem agressão física direta ou lesão corporal grave, a queixa pode ser feita pela Delegacia Dedicada ao Atendimento ao Cidadão (Dedic) pela internet, no portal oficial da corporação.
- Documentos necessários: Leve documento de identidade original, CPF, documento do veículo (CRLV) e detalhes como placa, cor, número do chassi e eventuais marcas visíveis, como adesivos ou arranhões.
- Comunicação à seguradora: Quem tem rastreador ou seguro privado deve avisar imediatamente à central de monitoramento, informando o número do boletim de ocorrência assim que for emitido.
Como denunciar ações criminosas na Zona Norte
A participação da vizinhança é fundamental para ajudar as forças de segurança a mapear as rotas usadas por assaltantes em bairros como Cascadura, Campinho, Cavalcanti e Madureira. Qualquer movimentação suspeita, esconderijo de peças ou circulação de motos sem placa pode ser comunicada de forma totalmente segura.
O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, com garantia absoluta de anonimato para quem liga. O cidadão também pode enviar informações pelo aplicativo oficial do serviço, disponível para celulares, ou pelo canal de atendimento direto da Central 190 da Polícia Militar em situações de urgência na rua.
Quem responde pelo caso e o que acontece agora
O flagrante foi formalizado na 29ª DP (Madureira), onde os investigadores realizam a checagem detalhada das identidades da dupla para descobrir se há envolvimento com outros assaltos recentes na região. A moto apreendida passará por perícia técnica antes de ser devolvida ao proprietário legítimo.
Os dois homens permanecem presos à disposição da Justiça do Rio de Janeiro e passarão por audiência de custódia nos próximos dias. A arma de fogo foi encaminhada para perícia balística do Instituto de Criminalística Carlos Éboli para checar se foi usada em outros crimes violentos praticados na Zona Norte.














