Douglas Ruas promete hospital do câncer para a Zona Oeste do Rio

O pré-candidato ao Governo do Rio pelo PL, Douglas Ruas, prometeu construir um hospital especializado em tratamento do câncer na Zona Oeste da capital. A promessa foi feita durante compromisso de campanha no bairro de Bangu.

A região da Zona Oeste, que engloba bairros populosos como Bangu, Campo Grande, Realengo e Santa Cruz, abriga mais de dois milhões de moradores que hoje enfrentam longas viagens para conseguir atendimento de alta complexidade em oncologia. Atualmente, a maior parte dos tratamentos especializados contra o câncer no estado está concentrada no Centro e na Zona Sul do Rio, o que obriga os pacientes da Zona Oeste a pegarem condução de madrugada e passarem horas no trânsito para fazer radioterapia, quimioterapia ou consultas de acompanhamento.

Douglas Ruas promete hospital especializado em câncer para a Zona Oeste

Durante evento político em Bangu, Douglas Ruas afirmou que a prioridade de sua gestão na área da saúde será a proximidade dos serviços com a moradia da população. Segundo o pré-candidato, o objetivo é criar um grande equipamento voltado exclusivamente para o diagnóstico e tratamento do câncer na Zona Oeste, reduzindo o sofrimento de famílias que precisam atravessar a cidade em busca de cuidados médicos.

Além da unidade oncológica, Douglas Ruas defendeu a criação de um centro integrado de saúde na mesma região. A ideia apresentada é reunir em um único local a realização de consultas com médicos especialistas, exames de diagnóstico por imagem — como tomografia, ressonância magnética e ultrassom — e procedimentos cirúrgicos de menor complexidade. De acordo com o político, essa estrutura integrada seria a chave para zerar as filas de espera que hoje sufocam a população fluminense.

O que foi prometido para a saúde na Zona Oeste?

A proposta principal apresentada em Bangu foca na descentralização do atendimento médico. Moradores da Zona Oeste historicamente relatam dificuldades para agendar exames e consultas especializadas pelo Sistema Único de Saúde. A distância física entre a residência dos pacientes e os grandes centros hospitalares da capital agrava o quadro de saúde de quem já enfrenta doenças graves.

O pré-candidato declarou que o poder público não pode continuar exigindo que trabalhadores e idosos passem horas dentro de ônibus e trens para ter acesso a direitos básicos de saúde. A promessa de criar um centro integrado busca concentrar etapas do tratamento, evitando que o morador precise ir a um lugar para fazer o exame, a outro para passar pelo médico e a um terceiro para realizar o procedimento cirúrgico.

Compra de vagas na rede privada para reduzir filas

Outro ponto central defendido por Douglas Ruas durante a agenda de campanha é a ampliação de convênios entre o governo do estado e a rede de saúde privada. O pré-candidato argumentou que a estrutura pública de saúde do Rio de Janeiro não possui capacidade para atender de forma isolada toda a demanda represada de exames e cirurgias.

Para resolver a sobrecarga, a proposta prevê a contratação de serviços de hospitais, clínicas e laboratórios particulares para atender pacientes que hoje aguardam no SUS. Embora o Sistema Único de Saúde já contemple legalmente a possibilidade de uso complementar da rede privada, a proposta do pré-candidato prevê expandir significativamente essa prática no estado. A ideia é usar a capacidade ociosa de clínicas particulares para acelerar diagnósticos e cirurgias de média e alta complexidade.

O que ainda falta detalhar no projeto apresentado?

Apesar do anúncio da criação do hospital do câncer e do centro integrado de saúde, a equipe de campanha do pré-candidato ainda não divulgou as informações técnicas referentes à execução do projeto. Não foram informados até o momento o bairro exato onde a unidade hospitalar seria construída, o terreno escolhido, a capacidade diária de leitos e atendimentos, nem o custo total estimado para as obras e manutenção do local.

Também não há prazos estipulados para o início ou conclusão das construções, nem o orçamento previsto para a compra dos serviços da rede privada. Detalhes sobre quais especialidades médicas seriam priorizadas na contratação complementar e como seria feito o gerenciamento dos novos contratos também continuam sob avaliação da equipe do pré-candidato. O evento contou com a presença de lideranças políticas locais, como os candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy, e o candidato a deputado estadual Jorge Felippe Neto.

Como funciona o atendimento oncológico atual no SUS?

Na rede pública do Estado do Rio de Janeiro, o acesso aos tratamentos de câncer é regulado pelo Sistema de Regulação (SISREG). Para iniciar a investigação de um nódulo ou sintoma suspeito, o paciente precisa primeiramente passar por um atendimento no Posto de Saúde ou na Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro. O médico da atenção primária é o responsável por inserir o pedido de consulta especializada ou exame no sistema.

Quando o diagnóstico de câncer é confirmado, o paciente é encaminhado para unidades de referência cadastradas no SUS, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), hospitais universitários ou hospitais estaduais e municipais capacitados. O grande gargalo enfrentado pela população hoje está no tempo decorrido entre a primeira suspeita da doença, a realização dos exames de imagem e o início efetivo do tratamento radioterápico ou quimioterápico.

Onde buscar atendimento e como registrar reclamações

Se você precisa de atendimento médico na rede pública do Rio de Janeiro ou deseja acompanhar o andamento de solicitações no SUS, o primeiro passo é procurar a Clínica da Família ou o Posto de Saúde mais próximo de sua casa, levando documento de identidade com foto, CPF e o Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).

Caso enfrente demora excessiva para marcação de exames, consultas ou cirurgias, é possível registrar uma reclamação na Ouvidoria Geral do SUS pelo telefone gratuito 136, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. No âmbito estadual, a Ouvidoria da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2333-3990. Guardar os números de protocolo e as guias médicas impressas é fundamental para buscar orientação na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro se houver descumprimento de prazos legais.

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