Dono de ferro-velho é preso com peças de telefonia em Vigário Geral

O proprietário de um ferro-velho localizado na Rua Guadalupe, em Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, foi preso em flagrante nesta terça-feira (27). Policiais civis apreenderam no local equipamentos de telecomunicações sem notas fiscais nem comprovação de origem legal.

Ação policial flagra material de telefonia sem procedência

A prisão foi realizada por agentes da 18ª DP (Praça da Bandeira), que chegaram ao endereço após investigações e cruzamento de informações do setor de inteligência. A operação mirava o comércio clandestino de materiais metálicos e componentes eletrônicos desviados na região.

Dentro do galpão, os policiais civis encontraram tampas de unidades OLT (equipamento utilizado na distribuição de internet por fibra óptica), baterias estacionárias e diversos componentes técnicos. Várias peças continham etiquetas de identificação patrimonial de operadoras e avisos expressos que proibiam a venda no mercado comum.

Questionado sobre a origem da carga, o comerciante não apresentou notas fiscais, contratos ou qualquer registro que justificasse o estoque. Diante da constatação, ele foi levado para a delegacia na Praça da Bandeira e autuado pelo crime de receptação qualificada.

Como o roubo de fiação e peças afeta quem mora na Zona Norte

O comércio ilegal de peças de telefonia atinge diretamente a rotina dos moradores da Zona Norte e da Baixada Fluminense. Quando baterias e caixas de transmissão são arrancadas das redes, bairros inteiros perdem sinal de telefone celular, internet banda larga e canais de TV a cabo.

O impacto vai além do lazer ou da navegação pessoal. A interrupção de cabos e centrais desliga maquininhas de cartão em pequenos comércios, suspende a marcação de consultas em postos de saúde e impede o funcionamento normal de agências bancárias e escolas municipais. Empresas prestadoras de serviço afirmam que a reposição desse tipo de equipamento pode levar dias, dependendo do dano físico causado à estrutura da rua.

Em Vigário Geral e bairros vizinhos, como Parada de Lucas e Cordovil, técnicos de operadoras frequentemente enfrentam barreiras operacionais e áreas de risco para repor a fiação furtada. Por esse motivo, as forças de segurança têm mirado o elo final da cadeia: os ferros-velhos que compram peças metálicas e placas de circuito sem nota fiscal.

O que já se sabe sobre a apuração da 18ª DP

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o material apreendido no depósito da Rua Guadalupe passará por perícia técnica oficial. Técnicos das empresas de telecomunicações lesadas serão chamados à delegacia para reconhecer formalmente os números de série e o patrimônio das peças recolhidas.

O comerciante detido aguarda a realização da audiência de custódia no sistema penitenciário de Benfica. Os agentes da 18ª DP mantêm as investigações abertas para mapear os fornecedores que levaram as baterias e os circuitos até o estabelecimento de Vigário Geral, identificando possíveis ladrões de fiação que atuam nas vias expressas vizinhas, como a Avenida Brasil e a Rodovia Presidente Dutra.

Como denunciar depósitos clandestinos e ferros-velhos irregulares

Quem desconfia de desmanches ou compra de material furtado em sua rua pode repassar informações de maneira anônima. O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, que também atende via mensagem de WhatsApp.

As denúncias também podem ser feitas pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” ou pelo site oficial do programa. Não é necessário se identificar, e o denunciante recebe um código numérico para acompanhar o andamento do chamado. Informações sobre veículos que descarregam baterias ou pessoas queimando fiação de cobre na rua ajudam as equipes a mapear os locais exatos da atividade ilícita.

O que fazer se você foi vítima de furto de fios ou cabos

Moradores e pequenos comerciantes afetados por corte criminoso de fiação em seu poste ou padrão de energia devem fazer o registro da ocorrência. O Boletim de Ocorrência pode ser aberto pela internet, na Delegacia Online da Polícia Civil, no endereço institucional dedoc.pcrj.rj.gov.br.

Para o registro virtual, é necessário informar o endereço completo do local atingido, a data aproximada do corte e fotos do dano, caso possua. Presencialmente, o morador pode procurar a delegacia da sua área: para moradores de Vigário Geral e região, o atendimento de plantão é feito na 38ª DP (Brás de Pina), localizada na Rua Guaporé, 405. Em caso de corte nos serviços de internet e telefonia, anote o número de protocolo aberto junto à operadora para incluir no termo da queixa policial.

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