Dono de oficina é preso com peças suspeitas em Nova Iguaçu

A Polícia Civil prendeu em flagrante o proprietário de uma oficina mecânica no bairro Cerâmica, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele guardava grande quantidade de peças e componentes automotivos sem comprovação de origem.

A ação fez parte da Operação Torniquete, mobilização permanente das forças de segurança para combater o roubo de cargas e de veículos, além de desarticular o comércio clandestino de peças no Rio de Janeiro.

Fiscalização fecha cerco contra desmanche clandestino na Baixada

Agentes da 58ª DP (Posse) e da 52ª DP (Nova Iguaçu) foram até o galpão para averiguar denúncias de comércio irregular. Ao entrarem no estabelecimento, os policiais encontraram diversas partes de veículos já desmembradas e espalhadas pelo chão.

Durante a checagem detalhada, os agentes constataram que vários componentes mecânicos e estruturais estavam com as numerações de identificação raspadas ou suprimidas. A adulteração impede que o motorista ou a polícia saibam a placa do veículo de onde a peça foi retirada.

Quando os policiais pediram os documentos que comprovassem a compra legal dos itens, o dono da oficina não apresentou notas fiscais. O homem alegou que o material sobrava de um antigo comércio que mantinha e afirmou que perdeu os papéis em uma enchente. A justificativa não convenceu os agentes, e ele acabou detido em flagrante pelo crime de receptação qualificada.

Todo o estoque de peças apreendido precisou ser recolhido por caminhões e levado para a delegacia da Posse, onde o caso foi registrado. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli agora analisam o material para tentar identificar os veículos originais por meio de exames químicos e metalográficos.

O que já se sabe sobre a investigação

A Polícia Civil apura se o galpão no bairro Cerâmica funcionava como ponto de desmanche de veículos roubados na Rodovia Presidente Dutra e na Via Light. Essas duas vias expressas cortam a Baixada Fluminense e concentram altos índices de assaltos contra motoristas de aplicativo, trabalhadores e empresas de transporte.

O suspeito permaneceu detido e foi transferido para o sistema penitenciário do estado, onde passará por audiência de custódia. Ele responderá pelo crime de receptação. Se condenado, a pena pode chegar a oito anos de reclusão, com agravante pela atividade comercial ilegal.

Os investigadores agora realizam o cruzamento dos números parciais das peças apreendidas com o banco de dados de boletins de ocorrência de furtos e roubos registrados nos últimos meses em Nova Iguaçu, Belford Roxo e Mesquita.

Como denunciar desmanches clandestinos

Quem desconfia de movimentação estranha em oficinas mecânicas, galpões fechados ou ferros-velhos pode ajudar as autoridades de forma totalmente sigilosa. O comércio de peças roubadas alimenta a violência urbana e coloca motoristas em perigo diário.

A população pode repassar informações anônimas pelo Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e também aceita mensagens com fotos e vídeos pelo aplicativo oficial ou pelo WhatsApp no mesmo número.

Outra opção direta na Baixada Fluminense é procurar as unidades responsáveis pela área. A 58ª DP (Posse) fica localizada na Estrada Luiz de Lemos, número 1025. Já a 52ª DP (Nova Iguaçu) funciona no Centro do município, na Rua Athaide Pimenta de Moraes, 343.

O que fazer se você teve o carro roubado

O motorista que for vítima de roubo ou furto de veículo deve registrar a ocorrência o mais rápido possível para alimentar os alertas das polícias Militar e Civil. O registro imediato bloqueia o documento e reduz o risco de uso do veículo em novos crimes.

Em casos de furto, quando não há violência ou ameaça direta, a vítima pode fazer o Boletim de Ocorrência pela internet, por meio do portal da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (dedic.pcerj.rj.gov.br). É necessário informar a placa, o número do chassi e os dados pessoais do proprietário.

Se houve abordagem armada ou agressão, a vítima deve procurar imediatamente a delegacia mais próxima para relatar características dos criminosos, horário exato e rota de fuga. Leve sempre um documento oficial com foto e o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

Limpatech