A dona de uma clínica de estética foi presa pela polícia na Baixada Fluminense suspeita de cometer crimes no estabelecimento. A ação ocorreu nesta semana após denúncias sobre irregularidades no atendimento e funcionamento do local.
O caso mobilizou equipes policiais que foram até o endereço indicado para cumprir diligências. No local, os agentes constataram a situação irregular e deram voz de prisão à responsável pelo comércio.
Operação mira atuação irregular em tratamentos estéticos na Baixada
A prisão aconteceu durante uma fiscalização voltada a coibir práticas ilegais em procedimentos de beleza e saúde. De acordo com informações iniciais das autoridades, o espaço funcionava sem cumprir todas as exigências legais e sanitárias necessárias para intervenções no corpo.
A polícia investiga se a mulher realizava procedimentos privativos de médicos ou dentistas sem possuir habilitação profissional reconhecida pelos órgãos competentes. A aplicação de substâncias invasivas por profissionais sem registro adequado configura exercício ilegal da profissão e coloca vidas em risco imediato.
Equipes apreenderam materiais encontrados no imóvel para realização de perícia técnica pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli. Os laudos laboratoriais devem apontar a procedência dos frascos, medicamentos e insumos recolhidos, além de identificar se havia itens com prazo de validade vencido ou sem selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A investigação também apura se clientes sofreram lesões corporais, deformidades ou infecções graves após realizarem tratamentos no endereço. Pacientes que passaram por consultas na clínica estão sendo chamados a prestar depoimento nos próximos dias.
O que já se sabe sobre as apurações
Até o momento, a corporação informou que a dona do espaço foi levada para prestar esclarecimentos e permaneceu detida. Os agentes responsáveis pela diligência não divulgaram se o estabelecimento possuía alvará expedido pela prefeitura local ou licença sanitária em vigor.
A polícia não informou de imediato o nome completo da suspeita, respeitando as normas legais vigentes. O inquérito policial segue em andamento para verificar se outros funcionários ou sócios do estabelecimento tinham conhecimento da prática criminosa.
A defesa da proprietária não foi localizada até a última atualização deste texto para apresentar manifestação formal. O espaço segue aberto caso os advogados constituídos queiram se posicionar sobre as acusações formuladas.
Quem responde por isso e como funciona a fiscalização
A investigação do caso fica a cargo da delegacia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro correspondente à circunscrição do município onde a clínica funcionava. As delegacias distritais contam com o apoio da Delegacia do Consumidor para avaliar crimes contra as relações de consumo.
Além da esfera criminal, a fiscalização de consultórios e centros de embelezamento cabe às coordenações municipais de Vigilância Sanitária. Esses setores municipais têm a prerrogativa de interditar espaços, apreender lotes irregulares e aplicar multas administrativas severas.
Conselhos profissionais, como o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Regional de Biomedicina, também recebem comunicados para verificar se havia profissionais inscritos atuando irregularmente no endereço.
O que fazer se você foi vítima de procedimentos estéticos
Moradores que passaram por procedimentos estéticos e tiveram complicações de saúde devem procurar imediatamente uma unidade de saúde de emergência, como Unidades de Pronto Atendimento ou hospitais da rede pública, para tratar infecções.
Com o atendimento médico em mãos, a vítima deve comparecer à delegacia de polícia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência por lesão corporal ou crime contra a saúde pública. É essencial apresentar o receituário, comprovantes de pagamento, fotos do antes e depois e mensagens de agendamento trocadas com o estabelecimento.
O boletim também pode ser iniciado pela internet, por meio do portal oficial da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, no endereço delegaciadigital.rj.gov.br. Posteriormente, a autoridade policial solicitará o comparecimento ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito.
Como denunciar clínicas clandestinas na sua região
Quem souber de clínicas clandestinas, venda de produtos falsificados ou atuação de falsos profissionais na Baixada Fluminense pode denunciar de forma totalmente anônima. A participação da população é fundamental para fechar pontos que ameaçam a saúde pública.
O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo telefone (21) 2253-1177. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo WhatsApp oficial do serviço ou por meio do aplicativo ‘Disque Denúncia RJ’.
Outro caminho direto é acionar a ouvidoria da prefeitura do seu município para pedir inspeção da Vigilância Sanitária no local suspeito. Em casos de prejuízo financeiro e propaganda enganosa, o Procon-RJ recebe registros pelo telefone 151 de segunda a sexta-feira.













