Dom de Iludir: Saiba Onde Está o Verdadeiro Quadro de Portinari Usado na Série da Netflix

O mistério por trás da arte em “Dom de Iludir”: O paradeiro do quadro original de Portinari

A série “Dom de Iludir”, disponível na Netflix, tem encantado o público com sua trama envolvente e a rica ambientação, que inclui uma valiosa coleção de arte. Uma das obras de destaque na ficção é “Mulher com Filho Morto”, do renomado artista Candido Portinari. A reprodução desta pintura integra a coleção da personagem Lúcia Rossetti, interpretada por Marieta Severo, adicionando um toque de sofisticação e mistério à sua história.

A presença da obra na série levanta a questão sobre a localização da pintura original. Será que a peça que vemos na tela é a verdadeira obra-prima de Portinari? A produção da Netflix buscou replicar a grandiosidade da arte brasileira, e o quadro em questão desempenha um papel significativo na narrativa, especialmente por seu valor sentimental para a milionária Lúcia Rossetti.

Para desvendar esse enigma, o Metrópoles buscou informações junto ao Projeto Portinari. A instituição, responsável por preservar e divulgar o legado do artista, trouxe esclarecimentos importantes sobre a obra “Mulher com Filho Morto” e sua relação com a série “Dom de Iludir”. As informações revelam detalhes sobre a origem e a propriedade da pintura, adicionando mais uma camada de interesse à produção.

A Verdadeira Identidade de “Mulher com Filho Morto”

O Projeto Portinari esclareceu que a pintura “Mulher com Filho Morto”, vista na série “Dom de Iludir”, não é a obra original em si, mas sim uma das maquetes preparadas por Candido Portinari para o monumental painel “Guerra”, exposto na sede das Nações Unidas (ONU). Esta distinção é crucial para entender a história por trás da peça.

Propriedade e Preservação da Obra

Segundo o Projeto Portinari, a obra em questão pertence à mesma família desde o ano de 1958. Embora o nome dos atuais proprietários seja mantido em sigilo, a instituição garante que a pintura está em segurança e em mãos privadas há décadas. A preservação deste importante registro do processo criativo de Portinari é um dos pilares do trabalho do projeto.

O Legado de Portinari e a Série da Netflix

O Projeto Portinari, fundado em 1979 por João Candido Portinari, filho do artista, dedica-se a resgatar, documentar e democratizar o acesso à vasta produção artística de seu pai. Para a série “Dom de Iludir”, a produção da Netflix obteve autorização dos herdeiros de Portinari para reproduzir quatro de suas obras, incluindo “Mulher com Filho Morto”.

As reproduções foram feitas com grande cuidado, utilizando técnicas como a impressão Giclée, que garante alta fidelidade às cores e detalhes dos originais. Essa atenção aos detalhes contribui para a imersão do espectador no universo de Lúcia Rossetti e sua impressionante coleção de arte, que se torna um elemento central na trama de golpes e intrigas da série.

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