Dois irmãos são mortos a tiros em barbearia de Belford Roxo

Dois irmãos foram mortos a tiros dentro de uma barbearia na Rua Araponga, no bairro São Francisco, em Belford Roxo, na noite de sábado. O crime chocou vizinhos e comerciantes da Baixada Fluminense, que cobram respostas das autoridades.

Ataque a tiros dentro de salão no bairro São Francisco

As vítimas foram identificadas como Davi Lima da Silva, de 18 anos, e Kaio Lima Souza, de 25 anos. Segundo informações colhidas no local, o irmão mais novo cortava o cabelo no estabelecimento comercial, que seria de propriedade do mais velho, quando homens armados invadiram o imóvel e efetuaram vários disparos.

Moradores da região tentaram socorrer os dois jovens logo após os atiradores fugirem da rua residencial. Ambos foram levados às pressas para o Hospital Municipal Jorge Júlio Costa dos Santos, conhecido como Hospital Municipal de Belford Roxo, no bairro Piam. As equipes médicas tentaram manobras de reanimação na emergência. Apesar dos esforços de socorro, os irmãos já chegaram à unidade de saúde sem vida.

Após a constatação dos óbitos na unidade médica, os corpos de Davi e Kaio foram encaminhados para a sede do Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu, no bairro Posse, para a realização de perícia cadavérica antes da liberação para sepultamento pela família.

O que já se sabe sobre o crime

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu as investigações para esclarecer as causas da execução e descobrir quem efetuou os disparos. Peritos da Polícia Civil estiveram no local do crime para colher cápsulas e buscar pistas que ajudem a identificar o trajeto de fuga dos bandidos.

Testemunhas e relatos preliminares levantados por populares apontam que o ataque teria partido de criminosos ligados à facção Comando Vermelho, grupo que atua na disputa territorial por pontos na região. A Polícia Civil, no entanto, destaca que não há confirmação oficial sobre a linha investigativa nem sobre a motivação exata das execuções. A apuração inicial busca saber se houve cobrança de valores, desentendimento anterior ou se as vítimas foram alvos aleatórios de uma ação coordenada.

Como fica a rotina na região

A violência assustou quem vive e trabalha na Rua Araponga e arredores. Na manhã seguinte ao caso, moradores relataram medo de circular pelo bairro São Francisco após o anoitecer. O comércio local abriu com cautela, e pequenos empresários temem que a insegurança afaste pedestres das ruas residenciais de Belford Roxo.

Linhas municipais de transporte continuam circulando pelas vias centrais do município, mas passageiros relatam tensão constante nas paradas de ônibus e pontos de mototáxi da localidade. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foi procurada sobre o caso, e o policiamento ostensivo na área costuma receber reforços periódicos quando episódios graves acontecem na comarca.

Quem responde por isso

O caso está sob responsabilidade exclusiva da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, unidade especializada sediada em Belford Roxo. Os agentes realizam diligências, ouvem parentes das vítimas e buscam imagens de câmeras de segurança instaladas em comércios e residências da Rua Araponga.

No aspecto do patrulhamento preventivo, o município é atendido pelo 39º Batalhão de Polícia Militar (Belford Roxo), responsável por conter a circulação de homens armados e monitorar acessos a bairros periféricos conflagrados. Até o momento, nenhum suspeito foi preso em flagrante ou identificado publicamente pela corporação.

Como denunciar

Qualquer cidadão que tenha visto a movimentação dos criminosos na Rua Araponga ou saiba o paradeiro de envolvidos pode ajudar as investigações com informações sigilosas. Não é necessário se identificar nem comparecer presencialmente a órgãos policiais.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia. O canal aceita chamadas anônimas e ligações via WhatsApp.
  • Aplicativo oficial: o app “Disque Denúncia RJ” permite envio de fotos e vídeos preservando a identidade do denunciante.
  • Atendimento presencial da DHBF: a delegacia fica na Avenida Treze de Maio, sem número, no bairro São Gabriel, em Belford Roxo, disponível para depoimentos formais.

A Delegacia de Homicídios reforça que denúncias rápidas da vizinhança costumam ser decisivas nas primeiras 48 horas após crimes violentos, auxiliando na coleta de imagens antes que registros digitais de monitoramento sejam apagados.

Limpatech