Dois homens foram achados mortos dentro de um carro abandonado na tarde de quinta-feira, na Avenida Schultz Wenk, em Cordovil, Zona Norte do Rio. A descoberta assustou quem passava pelo trecho e mobilizou equipes da polícia.
Carro abandonado mobiliza polícia em Cordovil
O automóvel foi deixado perto de uma passagem subterrânea, na altura do cruzamento com a Rua Itabira. De acordo com relatos colhidos com moradores da região, o veículo teria sido estacionado e abandonado no local por volta das 13h30.
Agentes do 16º Batalhão de Polícia Militar (Olaria) foram chamados para verificar a presença de um carro suspeito parado na via. Ao chegarem e revistarem o interior do automóvel, os militares confirmaram a presença dos dois cadáveres. A área foi imediatamente cercada para a realização dos trabalhos da perícia técnica.
A Delegacia de Homicídios da Capital assumiu as investigações. Conforme a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, diligências estão em andamento para tentar identificar quem eram as vítimas, esclarecer a dinâmica dos assassinatos e localizar os autores do crime. Até a publicação desta reportagem, os nomes dos dois homens ainda não haviam sido confirmados oficialmente pelo Instituto Médico-Legal.
O que já se sabe sobre o caso
A cronologia inicial confirmada pelos agentes aponta que o carro foi deixado no início da tarde na Avenida Schultz Wenk. Trata-se de uma via de ligação importante para quem circula entre os bairros da região da Leopoldina e o acesso à Avenida Brasil.
As circunstâncias exatas das mortes, assim como a causa dos óbitos, dependem do laudo pericial cadavérico. Investigadores recolheram indícios no interior do veículo e procuram por câmeras de segurança instaladas no entorno da passagem subterrânea que possam ter registrado a chegada e a fuga dos responsáveis pelo abandono do veículo.
Segundo informações preliminares da polícia, a área onde o automóvel foi deixado sofre influência de disputas territoriais entre grupos criminosos rivais. A linha de investigação da Polícia Civil busca entender se as mortes aconteceram no próprio ponto em que o carro parou ou se os corpos foram apenas desovados no local.
Como fica a rotina da região
A presença das viaturas policiais e a interdição parcial de trechos da Avenida Schultz Wenk causaram lentidão pontual no trânsito durante a realização da perícia de tarde. O fluxo de pedestres próximo à passagem subterrânea da Rua Itabira precisou ser desviado temporariamente para preservar a cena do crime.
Quem utiliza o transporte público ou linhas de ônibus municipais que cortam Cordovil e a ligação com Parada de Lucas deve ficar atento à movimentação de viaturas na área. A circulação de veículos e pedestres foi liberada após a remoção dos corpos pela Defesa Civil e o reboque do automóvel envolvido.
Moradores e comerciantes relatam clima de apreensão, já que a movimentação do comércio de rua costuma diminuir em dias de ocorrências dessa gravidade. O policiamento ostensivo do 16º BPM segue com atenção voltada aos acessos principais do bairro.
Quem responde por isso
O policiamento ostensivo e a preservação inicial da ocorrência ficaram a cargo do 16º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Olaria, responsável pelo patrulhamento dos bairros da região. O batalhão atua em conjunto com os canais de rádio do Centro de Operações para monitorar o tráfego e atender chamados de emergência.
O inquérito criminal está sob responsabilidade exclusiva da Delegacia de Homicídios da Capital, localizada na Barra da Tijuca, que apura casos de mortes violentas em toda a capital fluminense. Os investigadores aguardam o resultado dos exames de papiloscopia para dar nome às vítimas e convocar familiares para prestar depoimento formal.
Como denunciar
A colaboração da população é fundamental para ajudar a polícia a identificar os autores do crime e reconstituir o trajeto do veículo abandonado. Qualquer pessoa que tenha visto movimentação suspeita na Avenida Schultz Wenk pode repassar informações de maneira totalmente sigilosa.
O principal canal para denúncias é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo telefone (21) 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas por dia, com garantia absoluta do anonimato do informante. Não é necessário se identificar nem comparecer a uma delegacia.
Também é possível enviar informações, fotos ou vídeos através do aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo serviço do WhatsApp pelo número (21) 98849-6099. A Delegacia de Homicídios da Capital também recebe informes anônimos para auxiliar na apuração de inquéritos abertos.















