Dívida do Vasco com a SAF sobe R$ 400 milhões e clube chega a R$ 1,2 bilhão

Estádio de São Januário

A dívida do Vasco com a SAF subiu R$ 400 milhões entre 2022 e 2024, totalizando um passivo de R$ 1,2 bilhão, segundo balanço financeiro detalhado divulgado pelo clube nesta terça-feira (1º). O documento apresenta um retrato preocupante da saúde financeira vascaína, dois meses após a publicação de um resumo preliminar.

O relatório aponta que, mesmo com aumento nas receitas – que chegaram a R$ 474 milhões em 2024 –, os custos operacionais também cresceram, subindo de R$ 370 milhões para R$ 435 milhões. Um dos principais fatores para o salto nos gastos foi a contratação de novos jogadores.

A atual diretoria, que assumiu a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em maio de 2024 após uma disputa judicial com a 777 Partners, reconhece o cenário crítico, mas afirma estar tomando medidas para conter o rombo. “Adotamos uma abordagem técnica e responsável, priorizando a negociação com credores, a legalidade e o compromisso com o equilíbrio financeiro a longo prazo”, diz o relatório.

Entre as ações adotadas estão a recuperação judicial e a renegociação de dívidas com 155 dos 218 credores do clube. Somente na Classe I (trabalhistas), mais de R$ 47 milhões foram reestruturados com apoio de cerca de 52% dos credores.

Apesar do aumento do passivo, o Vasco também apresentou crescimento na arrecadação com premiações e venda de jogadores. A receita com premiações saltou de R$ 19,8 milhões em 2023 para R$ 52 milhões no ano passado, impulsionada pela campanha do clube até a semifinal da Copa do Brasil. Já a venda de atletas como Marlon Gomes (R$ 64 milhões), Gabriel Pec (R$ 49 milhões) e Orellano (R$ 20 milhões) também contribuiu para aliviar parcialmente o caixa.

Enquanto trabalha na reestruturação financeira, a diretoria aposta em medidas como a reforma de São Januário para aumentar a arrecadação futura e garantir sustentabilidade ao projeto SAF.

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