O Disque Denúncia lançou um cartaz para tentar capturar Wilson de Oliveira Andrade Júnior, de 36 anos, conhecido como Merreu. Ligado ao Comando Vermelho, ele fugiu após receber o benefício da saída temporária no Rio de Janeiro.
O homem não retornou à cadeia após a visita familiar referente ao feriado do Dia das Crianças. Com isso, a Justiça do Rio expediu um novo mandado de prisão preventiva por evasão do sistema penitenciário estadual.
Buscas por acusado de matar PM mobilizam forças de segurança
Agentes da Divisão de Buscas e Recapturas da Secretaria de Estado de Polícia Penal realizam diligências em várias regiões da capital fluminense. O detento deveria ter voltado para a prisão até o dia 15 de outubro, mas não se apresentou aos inspetores de segurança.
Wilson responde por crimes de grande repercussão na cidade. Entre as investigações em andamento, ele é apontado como participante do latrocínio do capitão da Polícia Militar Stephan Contreiras, executado em maio de 2018 em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Na ocasião, criminosos tentaram roubar a motocicleta do oficial, que reagiu e acabou baleado fatalmente.
Além do caso envolvendo o oficial militar, o foragido acumula acusações de roubo armado e associação ao tráfico. A ficha criminal do investigado inclui ainda histórico de infrações com base no Estatuto do Desarmamento.
Histórico de assaltos e sequestros na Zona Oeste
As apurações policiais apontam a participação de Merreu em um assalto ocorrido em outubro de 2019 dentro de uma loja oficial do Flamengo, localizada em Rio das Pedras. O bando armado rendeu atendentes e levou mercadorias avaliadas em R$ 164.027, entre camisas, bonés e relógios do clube carioca.
Na época, os autores gravaram gravações nas redes sociais ostentando os artigos roubados. Em 2020, o investigado também passou a ser apurado como integrante de uma quadrilha especializada em sequestros-relâmpago na Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, onde vítimas eram coagidas sob mira de armas a entregar senhas bancárias em cativeiros.
O suspeito havia sido preso novamente em abril de 2023 por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais durante incursão na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, junto a outros 21 homens armados. Após decisões judiciais, obteve progressão de regime prisional para o semiaberto, benefício que abriu caminho para a fuga recente.
Como denunciar o paradeiro do foragido
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Wilson de Oliveira Andrade Júnior pode entrar em contato diretamente com o Disque Denúncia. O atendimento funciona com garantia total de anonimato e sigilo telefônico.
- Telefone fixo e WhatsApp: (21) 2253-1177 (central 24 horas).
- Ligação gratuita: 0300 253 1177 (para moradores fora da capital ou interior fluminense).
- Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ, com envio de fotos e localização em tempo real.
- Atendimento presencial de emergência: Ligue 190 para acionar viaturas da Polícia Militar em situação imediata.
As mensagens repassadas pelos canais comunitários chegam diretamente às equipes táticas da Polícia Civil e da Polícia Militar, permitindo a verificação de denúncias sem colocar moradores e trabalhadores locais em risco.
O que fazer se você for vítima de roubo ou sequestro
Moradores e motoristas que forem abordados por assaltantes devem priorizar a preservação da integridade física e evitar movimentos bruscos. Após o encerramento da abordagem, é fundamental acionar as autoridades de segurança para registrar o crime e tentar recuperar os bens subtraídos.
- Procure imediatamente a delegacia da Polícia Civil mais próxima ou acesse a Delegacia Online no endereço dedicada pelo portal oficial do governo estadual.
- Apresente número de documentos, placas de veículos, números de série de aparelhos eletrônicos e extratos bancários com valores movimentados indevidamente.
- Em casos de coação bancária ou sequestro-relâmpago, notifique imediatamente o banco para bloquear contas e cartões, contestando as transações fraudulentas com o boletim em mãos.
O registro formal em delegacia é essencial para que o setor de inteligência da Polícia Civil mapeie a atuação de quadrilhas ativas e peça mandados de prisão na Justiça.
Quem responde pelo caso e fiscalização prisional
A recaptura do foragido está a cargo da Secretaria de Estado de Polícia Penal, por meio de sua divisão especializada de inteligência. As investigações criminais de campo continuam coordenadas pela Delegacia de Homicídios da Capital, encarregada do inquérito do latrocínio do capitão da PM ocorrido na Zona Oeste.
A Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acompanha o cumprimento das penas do estado. A fuga gerou a regressão de regime do condenado, que voltará ao sistema prisional em regime fechado logo que for capturado pelos agentes da segurança pública.















