Agentes do Detran-RJ fecharam um ferro-velho clandestino em Inoã, distrito de Maricá, na quarta-feira (23). O local vendia peças sem procedência, vazava óleo diretamente no solo e guardava placas de carros que ainda constam como ativos no sistema.
A operação de fiscalização foi realizada em conjunto pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro com a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói e o Comando de Polícia Ambiental da Polícia Militar.
Fiscalização flagra crime ambiental e peças ilegais em Maricá
O comércio irregular funcionava no quintal de uma casa abandonada no bairro de Inoã. Durante a vistoria, os fiscais constataram que o estabelecimento não possuía qualquer tipo de registro no Detran-RJ, o que impede a venda legal de partes de veículos.
Além da falta de autorização para funcionar, nenhuma das peças e sucatas encontradas possuía a etiqueta de rastreamento obrigatória por lei. Sem essa identificação, não é possível comprovar a origem das peças comercializadas aos clientes.
A estrutura do local também apresentava sérios riscos ambientais. Policiais do Comando de Polícia Ambiental identificaram óleo de motor derramado diretamente na terra, o que contamina o solo e pode atingir o lençol freático da região.
O que foi encontrado no local clandestino
Durante a varredura no terreno, as equipes encontraram carcaças de automóveis espalhadas a céu aberto e sem qualquer proteção. Entre os materiais apreendidos estavam placas de veículos cortadas e espalhadas pelo chão.
A apuração confirmou que as placas pertenciam a carros que ainda constavam como em circulação no sistema do trânsito. Os veículos haviam sido abandonados pelos donos no local sem que fosse feita a baixa oficial junto ao órgão competente.
Todo o material recolhido durante a operação foi colocado em caminhões e encaminhado para empresas de reciclagem credenciadas e cadastradas no Detran-RJ. O objetivo é garantir o descarte ecologicamente correto do metal e dos resíduos tóxicos.
Quem responde por isso e como funcionou a ação
O responsável pelo ferro-velho clandestino foi abordado pelos agentes no momento da fiscalização. Ele foi conduzido para a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói para prestar depoimento e prestar esclarecimentos sobre a origem do material.
A equipe da delegacia especializada já monitorava o endereço após receber informações sobre a rotatividade suspeita de veículos e peças na região de Inoã. O trabalho de inteligência ajudou a mapear o funcionamento da estrutura ilegal.
A investigação policial continua para apurar se o local era utilizado para o desmanche de carros roubados ou furtados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A polícia também investiga a conduta ambiental do responsável pelo vazamento de substâncias tóxicas.
Como fica a região de Inoã após a operação
Para quem mora ou trabalha no distrito de Inoã, a interdição do espaço traz mais tranquilidade e segurança sanitária. O acúmulo de carcaças a céu aberto em terrenos abandonados favorece o acúmulo de água da chuva, aumentando o risco de focos do mosquito da dengue.
Além disso, a remoção do ferro-velho reduz a poluição do solo e o risco de contaminação da água consumida pelos moradores do entorno. A prefeitura e os órgãos estaduais orientam que terrenos baldios não sejam ocupados para atividades comerciais sem licença.
A fiscalização de comércios de sucatas continuará em outros pontos de Maricá e municípios vizinhos, como Niterói e São Gonçalo, para coibir o comércio ilegal de peças roubadas e proteger o meio ambiente local.
Como denunciar ferros-velhos irregulares
Se você desconfia de desmanches clandestinos, barulho excessivo de ferramentas durante a noite ou acúmulo irregular de carcaças perto da sua casa, é possível fazer uma denúncia anônima sem precisar se identificar.
O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia. O cidadão também pode usar o aplicativo do Disque Denúncia RJ para enviar fotos e dados do local suspeito.
Outro canal oficial e gratuito é o sistema OuveRJ, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, acessível pela internet no site oficial. As informações repassadas ajudam a direcionar futuras forças-tarefas de fiscalização.
O que fazer se você precisa descartar um veículo
O cidadão que possui um veículo antigo ou sinistrado e deseja se desfazer da sucata não deve abandoná-lo em terrenos ou entregar a estabelecimentos informais. O procedimento correto exige dar baixa na documentação junto ao Detran-RJ.
Para realizar o descarte seguro, o proprietário deve procurar um centro de desmontagem veicular devidamente credenciado e cadastrado no site oficial do órgão de trânsito. Esse processo garante que o chassi seja cancelado e que as peças não alimentem o mercado ilegal.
Ao comprar peças usadas para reposição em automóveis, a orientação é exigir a nota fiscal e conferir se o item possui o selo com código de barras do Detran. Isso garante a procedência legal do produto e a segurança do motorista.















