Uma operação do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro e da Polícia Militar fechou um ferro-velho clandestino na Avenida Santa Cruz, em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio. O responsável foi preso por receptação.
A ação ocorreu após os agentes receberem denúncias sobre o funcionamento irregular do estabelecimento. No local, as equipes encontraram dezenas de peças automotivas sem procedência comprobatória e carcaças de veículos retalhadas.
Fiscalização integrada combate a venda ilegal de peças em Santíssimo
Durante a vistoria na Avenida Santa Cruz, uma das vias mais movimentadas da Zona Oeste, os fiscalizadores constataram que o comércio não possuía nenhum tipo de credenciamento ou registro junto ao órgão estadual de trânsito. A legislação exige que qualquer empresa do ramo de desmontagem, reciclagem e recuperação de peças tenha cadastro ativo e cumpra normas rigorosas de controle.
O responsável que se encontrava no local no momento da abordagem foi conduzido pela Polícia Militar para a delegacia da região. Ele acabou autuado em flagrante pelo crime de receptação, uma vez que não apresentou nota fiscal nem comprovação da origem dos materiais estocados no galpão.
O que já se sabe sobre o material apreendido
Os agentes do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro realizaram um levantamento minucioso de todo o acervo encontrado no ferro-velho. Foram recolhidos motores, portas, capôs, suspensões e estruturas de lataria com sinais de corte manual, prática comum utilizada para esconder a identificação original dos carros.
Todo o material recolhido foi transportado para depósitos oficiais. Nos próximos dias, peritos da Polícia Civil farão exames nas peças para tentar identificar as numerações de chassi e motor. O objetivo e descobrir se os itens pertencem a veículos roubados ou furtados na Zona Oeste e em municípios vizinhos da Baixada Fluminense.
Como funciona a lei do desmonte de veículos
No Estado do Rio de Janeiro, o funcionamento de estabelecimentos de desmonte e venda de peças usadas segue regras estritas estabelecidas pela Lei do Desmonte. A norma determina que cada peça comercializada deve receber um selo de rastreabilidade com código de barras e nota fiscal correspondente.
A exigência visa justamente coibir a ação de criminosos que alimentam o roubo e o furto de automóveis para abastecer o mercado paralelo de autopeças. Lojas legalizadas precisam manter um inventário atualizado no sistema do órgão de trânsito, informando a baixa do veículo no sistema nacional e o destino de cada componente reaproveitável.
Quando uma empresa opera sem essa autorização, o local e imediatamente interditado, o estoque e apreendido e os envolvidos respondem criminalmente. As sanções administrativas incluem multas pesadas e a proibição definitiva de obter licença de funcionamento no setor.
Como fica a rotina da região em Santíssimo
O encerramento das atividades do ferro-velho clandestino traz mais tranquilidade para os moradores e comerciantes da Avenida Santa Cruz. A circulação frequente de caminhões descarregando veículos na calçada e o barulho de equipamentos pesados de corte incomodavam a vizinhança há meses.
A Polícia Militar informou que manterá o patrulhamento ostensivo intensificado no trecho de Santíssimo. O objetivo e evitar que novos pontos de desmanche ilegal tentem se instalar no bairro ou usem terrenos baldios para o armazenamento clandestino de carcaças.
Para quem utiliza o transporte público ou trafega de carro pela Avenida Santa Cruz, o trânsito no local já flui normalmente, sem interdições de pista resultantes da operação policial.
Como denunciar desmanches e ferros-velhos ilegais
A participação da população e fundamental para identificar pontos de receptação e desmonte irregular na Zona Oeste. Se você desconfia de movimentações suspeitas de veículos em galpões, oficinais ou ferros-velhos do seu bairro, pode fazer a denúncia de forma totalmente anônima.
O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177, com serviço disponível 24 horas por dia. Também e possível enviar informações, fotos e vídeos pelo aplicativo do serviço ou pelo site oficial.
Caso presencie uma situação de crime em andamento ou movimentação imediata de criminosos, ligue diretamente para a Polícia Militar pelo telefone 190. A Ouvidoria do departamento de trânsito estadual também aceita relatos sobre empresas sem credenciamento por meio do portal oficial do órgão na internet.















