A defesa de Bruno Henrique pede arquivamento de inquérito policial que investiga o atacante do Flamengo por suposta participação em um esquema de manipulação de apostas esportivas. O pedido foi encaminhado na última terça-feira (20) à 7ª Vara Criminal de Brasília, segundo informações do portal Lance!.
Nos documentos apresentados, os advogados argumentam que o comportamento do jogador não teve como objetivo fraudar o resultado da partida. A defesa busca retirar a denúncia por infração no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, além de tentar descriminalizar o cenário apontado no inquérito.
Como base para o arquivamento, foi citada a CPI das Apostas Esportivas, que tramitou no Senado e não classifica ações como a do atacante do Flamengo como crime no modelo penal atual. Além disso, a defesa destacou que os ganhos envolvidos no suposto esquema seriam irrelevantes, cerca de R$ 15 mil no total, com valores que variam entre R$ 128 e R$ 1.268 por pessoa.
A defesa também alegou que, no âmbito esportivo, o suposto cartão forçado faz parte de práticas comuns no futebol, geralmente orientadas por técnicos ou dirigentes, para zerar cartões antes de partidas decisivas ou permitir o descanso de jogadores.
Entenda o caso
O episódio que originou a investigação ocorreu no jogo entre Flamengo e Santos, válido pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023, realizado no dia 1º de novembro, no Maracanã. Na ocasião, Bruno Henrique recebeu um cartão amarelo aos 50 minutos do segundo tempo, por falta em Soteldo. Segundos depois, foi expulso, ao receber o segundo amarelo por reclamação.
Em novembro de 2024, mais de um ano depois, a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro abriram uma investigação, suspeitando que o lance teria sido forçado para beneficiar apostadores em um suposto esquema de manipulação envolvendo apostas em cartões.
Bruno Henrique foi indiciado por estelionato e fraude em competição esportiva no dia 14 de abril deste ano. O relatório da Polícia Federal agora está sendo analisado pela Justiça, que decidirá se arquiva o caso ou se o encaminha ao Ministério Público para oferecer denúncia formal.
Paralelamente, o jogador e outros nove envolvidos também serão ouvidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nos próximos dias, onde o caso também é analisado na esfera esportiva.














