A deputada estadual Dani Balbi registrou queixa formal nas autoridades de segurança pública após ser alvo de mensagens com ameaças de morte e de violência sexual. O caso foi levado às corporações do Rio de Janeiro nesta semana e envolve também ataques virtuais direcionados a outras parlamentares.
Ataques virtuais e ofensas graves geram abertura de investigação
As ameaças chegaram por meio de correio eletrônico e redes sociais, contendo intimidações explícitas de atentado contra a vida e menções a violência de cunho sexual. Diante da gravidade dos textos recebidos, o mandato parlamentar comunicou o caso de imediato aos órgãos competentes para rastrear a origem dos disparos.
A parlamentar, que atua na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, apontou que esse tipo de ofensiva busca desestabilizar o trabalho legislativo e atingir mulheres em espaços de liderança pública. Além da representação estadual, a documentação foi reunida para subsidiar a apuração de eventuais crimes cibernéticos transnacionais ou interestaduais.
As mensagens detalham agressões corporais e usam linguagem de ódio contra as deputadas. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro foi notificada para dar início aos procedimentos periciais necessários para identificar o endereço de protocolo de internet dos remetentes.
O que já se sabe
Até o momento, está confirmado que as intimidações foram enviadas de forma coordenada para gabinetes e canais de comunicação de mandatos políticos fluminenses. O conteúdo dos e-mails inclui ameaças de estupro e de homicídio contra figuras públicas eleitas.
A equipe de segurança institucional da Alerj tomou ciência do ocorrido para avaliar reforços na proteção diária e nas instalações frequentadas pela parlamentar no Centro da capital fluminense. Ainda não há suspeitos identificados publicamente ou mandados de busca emitidos pela Justiça.
A apuração pericial busca verificar se as ameaças partiram de fóruns extremistas da internet, espaços comumente associados a ataques sistemáticos contra parlamentares mulheres e minorias. As cópias completas das mensagens foram salvas em ata notarial para garantir validade jurídica às provas.
Quem responde por isso
A ocorrência policial foi encaminhada para delegacias especializadas da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com acompanhamento voltado para a repressão a crimes virtuais. A Polícia Federal também recebeu cópia da representação, devido ao caráter institucional das agressões a agentes políticos.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pode intervir no processo assim que as diligências preliminares forem concluídas pelos peritos criminais. A presidência da Alerj informou que presta assistência técnica e de segurança à deputada para assegurar a continuidade das atividades parlamentares ordinárias.
As entidades de direitos humanos e comissões temáticas do parlamento fluminense cobraram rapidez nas investigações para evitar novas ações de intimidação. A polícia atua em sigilo para não comprometer o rastreamento dos dados digitais.
Como denunciar
Qualquer cidadão que tiver informações sobre grupos extremistas ou autores de ameaças contra mulheres e parlamentares pode usar canais oficiais e seguros:
- Disque Denúncia do Rio: telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo durante 24 horas por dia.
- WhatsApp do Disque Denúncia: canal seguro pelo número (21) 2253-1177 para envio de fotos, mensagens e áudios.
- Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática: denúncias podem ser formalizadas presencialmente na Cidade da Polícia, situada na Rua Bernardo de Vasconcelos, 735, no bairro do Jacarézinho, Zona Norte do Rio.
- Central da Polícia Militar: emergências imediatas nas ruas devem ser comunicadas pelo número 190.
O que fazer se você foi vítima
Vítimas de perseguição virtual, chantagem ou ameaças pela internet no Estado do Rio de Janeiro devem adotar medidas imediatas de preservação das provas. Não apague as mensagens, fotos, e-mails ou comentários recebidos, pois eles contêm códigos técnicos que auxiliam na apuração policial.
Tire capturas de tela com a presença da data, hora exata e o endereço das páginas virtuais. O registro de ocorrência pode ser feito pela internet na Delegacia Online da Polícia Civil ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia do município do Rio e da Baixada Fluminense.
Em situações de violência direcionada a mulheres, o atendimento especializado está disponível nas Delegacias de Atendimento à Mulher. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também oferece orientação jurídica gratuita pelo telefone 129.















