Cristo Redentor ganha melhorias em infraestrutura e protocolos de segurança climática
O monumento do Cristo Redentor, um dos maiores símbolos do Brasil, passará por importantes modernizações em sua infraestrutura de acesso e terá novos protocolos de segurança para visitantes. O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a Prefeitura do Rio de Janeiro firmaram um acordo de cooperação para intensificar a conservação, iluminação, ordem pública e segurança no Parque Nacional da Tijuca, área federal que abriga o Cristo.
Este convênio, com duração de cinco anos, prevê a atuação conjunta para garantir uma experiência mais segura e agradável para os milhões de turistas que visitam o local anualmente. As melhorias incluem a reforma das escadas rolantes, que não recebem atualizações desde 2003, e a implementação de regras específicas para situações climáticas adversas.
A parceria busca otimizar a gestão do Parque Nacional da Tijuca, que em 2023 recebeu 4,9 milhões de visitantes, consolidando-se pelo 18º ano consecutivo como o parque nacional mais visitado do país. A iniciativa visa também aprimorar a segurança em pontos de visitação intensa e a resposta a eventos climáticos extremos, conforme divulgado pelo ICMBio.
Reforma nas Escadas Rolantes e Impacto na Capacidade de Visitação
Um dos pontos centrais do novo plano de obras anunciado pelo ICMBio é a **modernização das quatro escadas rolantes** que dão acesso ao Cristo Redentor. Inauguradas em 2003, estas escadas nunca passaram por atualizações significativas. A reforma, que já está em andamento, visa melhorar a funcionalidade e a segurança do equipamento.
É importante notar que, durante o período da obra, a **capacidade de visitantes no local será temporariamente reduzida**. O ICMBio informou que as intervenções são essenciais para garantir a acessibilidade e a segurança a longo prazo, especialmente após críticas e investigações sobre a acessibilidade do monumento.
Novos Protocolos para Eventos Climáticos Extremos
O acordo de cooperação estabelece a criação de **protocolos de risco para o funcionamento do Parque da Tijuca em caso de eventos climáticos extremos**. Isso significa que haverá regras claras para dias com altas temperaturas ou temporais intensos, que podem afetar a circulação e a segurança dos visitantes no parque e no acesso ao Cristo Redentor.
A Secretaria de Meio Ambiente e Clima da prefeitura será responsável pelo monitoramento da cobertura vegetal e das ações humanas na área. Já a Geo-Rio (Fundação Instituto de Geotécnica do Rio de Janeiro) terá a tarefa de avaliar áreas críticas e acidentadas nas encostas, contribuindo para a prevenção de riscos.
Reforço na Segurança e Patrulhamento no Parque
Para garantir a ordem pública e a segurança, o acordo prevê a escalada diária de **duplas de guardas municipais** em áreas de visitação intensa, como a Vista Chinesa, Pedra Bonita, Alto Corcovado e Mirante Dona Marta. Os agentes também realizarão patrulhamento para coibir estacionamentos irregulares nas estradas de acesso ao parque.
Essas medidas de segurança se somam às melhorias de infraestrutura já implementadas, como novos banheiros (incluindo acessíveis), espaços para hidratação e hall de elevadores mais resistentes às intempéries, anunciados pelo ICMBio desde o ano passado.
Contexto Histórico e Jurídico da Área do Cristo Redentor
A gestão administrativa do Parque da Tijuca continua sob responsabilidade do ICMBio. Recentemente, a Justiça Federal reafirmou que a União detém o domínio da área do Alto Corcovado, onde está o Cristo Redentor, rejeitando argumentos da Mitra Arquiepiscopal, ligada à Igreja Católica, que reivindicava a posse do local.
Em 2020, o ICMBio iniciou um processo de reintegração de posse de imóveis ocupados por lojistas próximos à estátua. A Mitra alegava direitos sobre a área, citando recursos privados na construção do Cristo e uma carta de aforamento de 1934. Atualmente, a Arquidiocese do Rio detém o controle sobre o Santuário do Cristo Redentor, que abrange o pedestal, o monumento e uma capela interna, enquanto o ICMBio administra a área do parque.














