A criança baleada no Catumbi permanece internada após confronto na Mineira e apresenta estado de saúde estável, segundo informações médicas. A menina, de 9 anos, foi atingida no ombro durante um ataque ocorrido na região central do Rio de Janeiro e segue sob observação no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio.
O caso aconteceu na noite de quarta-feira (18), em um acesso ao Morro da Mineira. De acordo com relatos, criminosos ligados ao Comando Vermelho teriam invadido a área, provocando um intenso confronto armado. Além da criança, outras três pessoas ficaram feridas durante o episódio. Dois homens morreram no local.
As vítimas fatais foram identificadas como Marcos Vinícius Gomes Marinho e Henrique da Silva. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) conduz as investigações e realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica da ação e a motivação do ataque.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte do confronto na Praça Medalhista Ricardo Lucarelli, onde havia barracas de comerciantes e circulação de moradores no momento dos disparos. A presença de famílias e crianças no local aumentou a tensão e o pânico entre quem estava na região.
Testemunhas relataram que dois homens chegaram em uma motocicleta pelas ruas Neco do Estácio e Alcebíades Barcelos e abriram fogo. Após os disparos, fugiram rapidamente. Moradores afirmam que a invasão teria como alvo uma área que funcionava como o antigo Presídio Frei Caneca, atualmente apontada como território sob influência do Terceiro Comando Puro (TCP), facção rival do CV.
No momento do ataque, havia crianças brincando nas proximidades. A menina atingida estava próxima a um caixa quando acabou ferida em meio ao fogo cruzado. O episódio reacende o debate sobre a segurança na região central da cidade e a exposição de moradores à violência armada.
A polícia segue apurando os fatos para identificar todos os envolvidos e entender a motivação do confronto. Enquanto isso, familiares aguardam a recuperação da criança, que permanece internada e sob acompanhamento médico.
A escalada da violência entre facções volta a expor inocentes ao risco e levanta questionamentos sobre a segurança em áreas movimentadas do Rio — um cenário que ainda promete novos desdobramentos.














