Criança é baleada na Penha após saída de igreja no domingo

Uma criança foi ferida por um disparo de arma de fogo na noite deste domingo (25), na comunidade da Fazendinha, na Zona Norte da capital fluminense. Ela foi socorrida e a Polícia Civil apura a origem do tiro.

Disparo atinge menina durante comemoração na Fazendinha

O caso ocorreu no momento em que a vítima e sua mãe deixavam um templo religioso na localidade da Fazendinha, que integra o conjunto de favelas da Zona Norte. Segundo as informações iniciais prestadas pela própria família, ocorria uma celebração na comunidade com barulho contínuo de fogos de artifício no momento em que o projétil atingiu a menor.

A mãe da criança relatou que percebeu o ferimento logo após o barulho das explosões dos fogos, sem notar previamente a ocorrência de tiroteio ostensivo no trecho. Desesperada, a mulher pediu ajuda imediata a policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Adeus-Baiana, grupamento que atua na região e realizou o primeiro atendimento à vítima na comunidade.

Após o resgate inicial feito pela viatura da PM, a menina foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão. No local, a equipe médica estabilizou o quadro clínico de urgência para possibilitar uma transferência segura diante da gravidade provocada por lesões decorrentes de projéteis de arma de fogo.

Houve divergência inicial quanto à unidade hospitalar definitiva de atendimento. Primeiros comunicados citavam encaminhamento ao Hospital Geral de Bonsucesso, mas informes hospitalares da rede pública estadual apontaram a transferência da jovem ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, referência no atendimento a traumas na região da Leopoldina. O estado de saúde atualizado não foi detalhado a pedido da família.

O que já se sabe sobre o caso

A investigação formal do fato foi instaurada junto à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com o boletim registrado pela 21ª DP (Bonsucesso). Os agentes do setor de investigação buscam agora recolher depoimentos formais de testemunhas e parentes para montar a dinâmica do que aconteceu naquela noite de domingo.

Até a manhã desta segunda-feira, a polícia não havia confirmado a origem do tiro que perfurou a criança, tampouco a identidade de possíveis atiradores. Não há relato oficial de operação deflagrada pela corporação no momento do ferimento, o que reforça a linha investigativa de disparo acidental efetuado durante a comemoração clandestina citada por moradores.

A perícia de local e o recolhimento de prontuários médicos foram solicitados para identificar o calibre correspondente do armamento utilizado. Nenhuma pessoa havia sido detida ou autuada como autora do crime até a publicação desta reportagem.

Como fica a rotina na região da Penha

O episódio trouxe apreensão para a rotina de quem vive e depende dos acessos internos nas comunidades da Leopoldina. Apesar do susto vivido pelos pedestres no último domingo, as principais linhas de ônibus que cortam as imediações da Avenida Nossa Senhora da Penha e a Estrada do Itararé circularam sem desvios obrigatórios estabelecidos pelas empresas nesta manhã.

As creches e escolas municipais da região mantiveram o calendário regular no turno matutino, embora servidores e moradores permaneçam sob alerta constante para novos desdobramentos. Comércios locais da Estrada do Tindiba e vias de pedestres operam normalmente, segundo a associação comercial comunitária.

O patrulhamento no perímetro segue reforçado com viaturas das Unidades de Polícia Pacificadora locais e ações coordenadas com o 16º Batalhão de Polícia Militar (Olaria). O policiamento preventivo se mantém nas vias principais que ligam a Fazendinha à Vila Cruzeiro e ao Morro do Adeus.

Quem responde por isso

O caso está oficialmente sob a responsabilidade do delegado titular da 21ª DP (Bonsucesso), unidade da Polícia Civil que centralizou os autos da ocorrência. Caberá aos investigadores colher detalhes de testemunhas que estavam presentes na festividade mencionada para apurar a autoria do disparo.

No âmbito ostensivo, o comando do 16º BPM (Olaria) e a coordenação geral das UPPs monitoram o cenário operacional para reprimir comemorações armadas em vias públicas. A direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas mantém contato com as autoridades para envio de laudos assim que concluídos os procedimentos médicos.

Como denunciar

Moradores e transeuntes que tenham qualquer tipo de pista ou informação concreta a respeito de quem efetuou o tiro que atingiu a criança podem colaborar diretamente com a apuração, sem precisar se identificar perante as forças de segurança:

  • Disque Denúncia do Rio: O telefone de contato oficial é o (21) 2253-1177. O canal funciona de maneira totalmente anônima durante 24 horas por dia.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: Atendimento direto pelo número (21) 2253-1177, voltado para mensagens de texto, imagens ou vídeos gravados no momento.
  • Plantão Policial: Quem preferir comparecer presencialmente pode se dirigir à 21ª DP, localizada na Avenida Paris, em Bonsucesso, munido de documento de identificação para prestar depoimento oficial.
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