Corpo é achado no mar de Itacuruçá durante buscas por marinheiro

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro resgatou um corpo no mar de Itacuruçá, em Mangaratiba, no início da tarde desta terça-feira. A suspeita é de que seja do marinheiro Rodrigo Cunha Alves, de 34 anos.

O trabalhador estava desaparecido desde a noite de domingo, quando a lancha em que atuava bateu contra pedras. O corpo seguiu para a unidade do Instituto Médico Legal em Angra dos Reis, onde passará por exames oficiais de identificação.

Resgate na Ilha de Itacuruçá mobilizou força-tarefa de mergulhadores

Militares encontraram o corpo pouco depois das 12h, nas proximidades da Ilha de Itacuruçá, na região da Costa Verde fluminense. Pessoas que acompanharam a movimentação no cais afirmaram que os traços físicos coincidem com as características do marinheiro.

Apesar desses relatos preliminares, a confirmação formal só acontecerá depois do laudo oficial do Instituto Médico Legal do Bracuí. Os peritos vão analisar as digitais e outros exames complementares antes de liberar o corpo para o sepultamento da família.

O trabalho no mar começou na madrugada de segunda-feira, cobrindo o trecho marítimo entre a Praia do Boi e a área de Quatiquara. A operação contou com equipes do 2º Grupamento Marítimo, com sede na Barra da Tijuca, e de militares do Destacamento 5/M de Sepetiba.

Especialistas do Grupamento de Busca e Salvamento também mergulharam no local, usando drones da Coordenadoria de Operações com Veículos Aéreos Não Tripulados para vasculhar a água de cima. Marinheiros locais e barqueiros da região ajudaram a indicar os pontos de correnteza mais perigosos.

O que já se sabe sobre o acidente da embarcação

Rodrigo trabalhava em uma lancha de esporte e recreio que transportava seis pessoas no momento da batida. O acidente aconteceu na altura da Laje do Gato, uma formação de pedras que fica encoberta pela água daquela faixa litorânea.

Com o choque no rochedo, o motor da lancha parou de funcionar na hora. O marinheiro então pulou na água para checar os estragos no fundo da embarcação e tentar resolver a pane mecânica.

Naquele instante, a força da correnteza puxou Rodrigo para o fundo, e ele não conseguiu voltar até o convés. Os outros cinco ocupantes foram socorridos com vida por um barco particular que passava perto logo após o choque. Testemunhas relataram que o mar estava revolto e com vento forte durante a noite do sumiço.

Quem responde por isso e como andam as apurações

A Capitania dos Portos, unidade subordinada à Marinha do Brasil, prestou apoio às buscas e abriu apuração para investigar as causas da batida da embarcação. O órgão marítimo vai ouvir o depoimento dos cinco passageiros resgatados para saber as condições da viagem e a velocidade do barco.

A investigação naval analisa se a embarcação tinha toda a documentação obrigatória em dia e se os equipamentos de salvatagem, como coletes salva-vidas homologados, estavam disponíveis a bordo. O resultado desse inquérito costuma ser encaminhado ao Tribunal Marítimo para definir eventuais punições ou apontar falhas na condução náutica.

A Delegacia de Polícia Civil da região também deve receber os boletins do caso assim que o laudo do Instituto Médico Legal for concluído e entregue aos investigadores da Costa Verde.

Como denunciar perigos ou acidentes no mar

Para quem frequenta ou trabalha no mar da Baía de Sepetiba e de Mangaratiba, emergências e irregularidades de navegação podem ser informadas diretamente à Capitania dos Portos. A Marinha atende ocorrências graves pelo telefone 185, linha gratuita que recebe chamados de socorro náutico em todo o litoral.

Situações que envolvam desaparecimentos no mar ou afogamentos nas praias devem ser comunicadas de imediato ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Já denúncias anônimas sobre barcos clandestinos ou manobras perigosas podem ser repassadas pelo Disque Denúncia do Rio, no número (21) 2253-1177, com sigilo garantido 24 horas por dia.

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