A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu um homem condenado por tráfico de drogas e corrupção de menores na comunidade da Barbuda, em Magé, na Baixada Fluminense. Ele estava foragido e se escondia em um ferro-velho local.
A captura foi realizada por agentes que monitoravam os passos do foragido. Após cruzamento de dados do setor de inteligência policial e diligências no terreno, a equipe localizou o endereço exato onde o homem tentava passar despercebido em meio à sucata.
Prisão de foragido da Justiça em ferro-velho na Barbuda
Contra o acusado já existia um mandado de prisão condenatória definitivo expedido pela Justiça. Ele não teve a identidade divulgada pelos agentes civis, como prevê a legislação, mas já cumpria pena determinada por envolvimento direto com o comércio ilegal de entorpecentes e por cooptar crianças ou adolescentes para atividades criminosas no município.
A comunidade da Barbuda fica próxima a vias importantes de acesso em Magé e tem rotina intensa de moradores e trabalhadores. Segundo os policiais que atuaram no caso, a presença de foragidos escondidos em pontos comerciais, como depósitos e ferros-velhos, gera apreensão entre quem vive do comércio legal e precisa circular pelo bairro todos os dias.
No momento da abordagem, os agentes cercaram o imóvel para evitar qualquer tentativa de fuga entre os becos da comunidade. O condenado não ofereceu resistência armada e foi contido de imediato pelos policiais civis, sendo colocado na viatura sem que houvesse tiroteio ou tumulto na região.
O que já se sabe sobre o caso
O mandado de prisão foi cumprido de forma direta após semanas de checagem. A Polícia Civil vinha levantando informes sobre a movimentação de pessoas procuradas pela Justiça que buscavam refúgio em comunidades da Baixada Fluminense para escapar de penas já sentenciadas.
Depois de receber voz de prisão no ferro-velho, o homem foi conduzido à delegacia para o registro formal do cumprimento da ordem judicial. Em seguida, os agentes iniciaram os trâmites legais para transferir o preso ao sistema prisional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), onde ele iniciará o cumprimento da pena imposta pelo tribunal.
A investigação não informou se o estabelecimento comercial pertencia ao próprio foragido ou a terceiros. Esse ponto segue em apuração pelas autoridades para verificar se outras pessoas ajudavam a dar abrigo ao homem na comunidade.
Como fica a rotina na região da Barbuda
A ação policial ocorreu de maneira rápida e não causou impactos de longo prazo nos serviços essenciais de Magé. O transporte público operou normalmente nos arredores do bairro, sem registro de desvios nas linhas municipais de ônibus ou vans.
As escolas municipais e estaduais da região mantiveram as aulas regulares, assim como as unidades de saúde da família e postos de atendimento ao cidadão. O comércio local, que funciona nas vias principais da Barbuda, seguiu aberto durante todo o dia após a conclusão da diligência policial.
Mesmo com a tranquilidade mantida durante a prisão, moradores relatam receio frequente com a movimentação de pessoas ligadas a facções que tentam usar áreas periféricas da Baixada para se abrigar. O policiamento ordinário na cidade segue com rondas preventivas rotineiras.
Quem responde por isso
A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A instituição é a responsável pelo cumprimento de ordens de captura judiciais e pelas apurações de crimes que envolvem exploração de menores e tráfico ilícito na comarca de Magé e municípios vizinhos.
No âmbito ostensivo, o patrulhamento de rua no município de Magé fica sob a responsabilidade do 34º Batalhão de Polícia Militar. A unidade atua na preservação da ordem pública e atende chamados de emergência de moradores pelo telefone 190, canal que funciona 24 horas por dia em todo o estado.
Como denunciar foragidos e pontos suspeitos
A população de Magé e de toda a Baixada Fluminense pode colaborar de forma decisiva para localizar criminosos procurados e identificar depósitos usados de maneira irregular na região. O principal canal para repassar pistas com segurança é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.
- Telefone e WhatsApp: (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- Sigilo garantido: Quem liga não precisa se identificar, o número de telefone não fica registrado no sistema e o anonimato é absoluto por força de lei.
- Pelo aplicativo: É possível enviar mensagens, fotos e vídeos pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ”, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.
- Atendimento presencial: Casos urgentes ou registros de ocorrências podem ser feitos diretamente na delegacia da Polícia Civil mais próxima da sua residência, com apresentação de documento de identidade.
Foto: R7 Rio (raspagem)














