Agentes da Polícia Civil prenderam Michel Dias Zacarias, de 46 anos, no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Ele estava foragido após ser condenado em definitivo a 23 anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável.
Prisão de condenado por violência sexual contra parente em Santa Cruz
A ação foi coordenada por agentes da DC-Polinter, a Divisão de Capturas e Polícia Interestadual da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A equipe localizou o foragido na região de Santa Cruz após trabalho de inteligência para dar cumprimento à ordem judicial que já transitou em julgado.
Segundo a investigação da corporação, os abusos ocorreram repetidas vezes ao longo de vários meses. A vítima fazia parte do próprio núcleo familiar do agressor, situação que reforça o alerta das autoridades para violências cometidas no ambiente doméstico sem que vizinhos percebam de imediato.
O mandado de prisão definitiva foi expedido pela 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital. O documento determina que a pena de 23 anos e quatro meses de reclusão seja cumprida integralmente em regime fechado.
O que já se sabe sobre o caso
O processo judicial tramitou pelas varas especializadas da capital fluminense e reuniu provas que confirmaram a prática continuada da violência sexual. Com o fim dos recursos cabíveis e a decisão final da Justiça, o mandado de captura foi aberto no sistema integrado das polícias.
A DC-Polinter vinha monitorando o paradeiro de Zacarias e conseguiu fechar o cerco no bairro da Zona Oeste sem registro de confronto. Após ser detido e algemado, o homem foi levado para a sede policial para a formalização do cumprimento do mandado judicial.
Agora, o preso segue para o sistema penitenciário da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, onde permanecerá à disposição da Vara de Execuções Penais para iniciar o cumprimento da sentença estipulada em tribunal.
Quem responde por isso e como agiram os órgãos
A ordem de prisão partiu diretamente da 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente, órgão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro focado no julgamento desse tipo de delito. A vara especializada tem estrutura para acolher depoimentos especiais de vítimas e testemunhas menores de idade.
A captura ficou a cargo da DC-Polinter, delegacia especializada em localizar criminosos procurados com mandados em aberto no Rio e em outros estados. A Polícia Civil informou que ações para prender condenados por agressões contra menores continuam sendo prioridade na rotina das equipes de campo.
Com a transferência para o presídio, a execução da pena fica sob fiscalização do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Poder Judiciário fluminense, assegurando que o tempo determinado na condenação seja cumprido.
Como denunciar abusos contra crianças e adolescentes
A Polícia Civil ressalta que a maior parte dos casos de estupro de vulnerável acontece dentro de casa ou por pessoas de confiança da família. Quem notar mudanças bruscas de comportamento, medo excessivo ou qualquer sinal físico em crianças deve procurar ajuda imediatamente.
Existem canais gratuitos, que funcionam 24 horas por dia e garantem o anonimato de quem passa a informação:
- Disque 100: O Disque Direitos Humanos recebe denúncias de violações contra crianças e adolescentes em todo o território nacional, com ligação gratuita de qualquer telefone fixo ou celular.
- Disque Denúncia do Rio: Pelo telefone (21) 2253-1177, a população pode repassar informações sobre pessoas foragidas ou crimes em andamento na capital e Baixada Fluminense. O atendimento é sigiloso e funciona 24 horas.
- 190 da Polícia Militar: Deve ser acionado em situações de flagrante ou emergência imediata em qualquer bairro do estado.
O que fazer se você suspeita ou tem uma vítima na família
Ao desconfiar de qualquer conduta inadequada de parentes ou conhecidos próximos, o primeiro passo é não confrontar a criança de forma invasiva nem tentar resolver a situação por conta própria. O relato deve ser acolhido com calma e levado a profissionais preparados.
O registro formal pode ser realizado em qualquer delegacia distrital da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Na capital, as Delegacias da Criança e do Adolescente Vítima, conhecidas como DCAV, contam com equipes multidisciplinares com psicólogos e assistentes sociais para atendimento humanizado.
Além da polícia, os Conselhos Tutelares de cada região funcionam como porta de entrada para medidas protetivas e acompanhamento escolar e de saúde. Em Santa Cruz e adjacências na Zona Oeste, o conselho local pode ser acionado para garantir que a vítima seja afastada do agressor e receba o suporte médico necessário.















