Cinco filhotes de gambá são resgatados em Belford Roxo

Cinco filhotes de gambá-de-orelha-preta foram resgatados pela prefeitura em Belford Roxo após moradores encontrarem os animais desprotegidos. O grupo foi levado para reabilitação e a orientação é não tocar em bichos silvestres na cidade.

Resgate de filhotes de saruê mobiliza equipes em Belford Roxo

O socorro aos pequenos animais aconteceu após chamados diretos da vizinhança. Agentes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Belford Roxo foram até os locais indicados pela população e recolheram os cinco filhotes da espécie conhecida popularmente na Baixada Fluminense como saruê.

Como ainda são muito pequenos e dependentes de cuidados, os animais não poderiam ser soltos de imediato na vegetação local. Por conta disso, os técnicos providenciaram a transferência imediata de todo o grupo para uma clínica especializada em animais silvestres localizada em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Na unidade de tratamento, os filhotes recebem alimentação balanceada, hidratação e acompanhamento diário com veterinários e biólogos. Eles vão permanecer sob observação até crescerem, ganharem peso e aprenderem a buscar alimento por conta própria. Assim que estiverem saudáveis e autossuficientes, os bichos serão devolvidos para áreas de mata nativa.

Por que esses animais aparecem mais na Baixada nesta época?

A presença frequente de gambás em bairros urbanos de Belford Roxo e de municípios vizinhos não acontece por acaso. A secretária municipal de Meio Ambiente, Flávia Marques, explica que a circulação da espécie aumenta muito com a chegada da primavera.

Este período do ano coincide diretamente com a época de reprodução do saruê. As fêmeas e os machos adultos se deslocam por telhados, muros, árvores e quintais procurando locais seguros para abrigar os ninhos e fontes de comida fácil, como ração de cachorro ou lixo doméstico mal fechado.

Especialistas da área ambiental reforçam que os gambás prestam um serviço importante para toda a comunidade. Eles se alimentam de cobras peçonhentas, escorpiões, aranhas, baratas e carrapatos, ajudando no controle biológico de pragas urbanas sem oferecer perigo direto a pessoas e animais domésticos, desde que não sejam encurralados ou agredidos.

O que fazer ao encontrar um bicho desses em casa?

Quem se deparar com gambás ou qualquer outro animal silvestre dentro do terreno de casa, na garagem ou na rua não deve se desesperar. O primeiro passo é isolar a área para que crianças, cachorros e gatos não se aproximem do local onde o bicho está escondido.

Nunca tente enxotar, espancar, jogar produtos químicos ou capturar o animal com vassouras e caixas improvisadas. O animal pode morder para se defender caso se sinta acuado por moradores. Além de causar acidentes graves, ferir ou matar animais silvestres é classificado como crime ambiental pela legislação brasileira.

O correto é manter a distância, abrir rotas de fuga se o animal estiver em espaço aberto ou trancar o cômodo se ele estiver dentro de casa. Em seguida, o morador deve acionar imediatamente os órgãos públicos capacitados para fazer o manejo seguro.

Canais de atendimento e telefones para pedir resgate

Os moradores de Belford Roxo contam com canais diretos para acionar a retirada de animais silvestres com segurança. O serviço atende toda a extensão do município e pode ser acionado pelos seguintes meios:

  • Linha Verde de Belford Roxo: Mensagens de texto e fotos via WhatsApp pelo número (21) 98179-4507, gerenciado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
  • Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro: Telefone de emergência 193, indicado especialmente para situações de risco iminente ou quando o animal estiver em local de difícil acesso, como telhados altos e copas de árvores.
  • Zoonoses municipal: O Centro Municipal de Controle de Zoonoses, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, também pode ser consultado para orientações na cidade.
  • Guarda Municipal: Apoia no isolamento de vias e ocorrências gerais no trânsito e logradouros públicos.

Ao enviar uma solicitação pelo aplicativo de mensagens, procure informar o endereço completo com ponto de referência conhecido e envie uma foto ou vídeo curto do animal sem chegar muito perto. Esse detalhe ajuda os agentes a identificarem previamente a espécie e a levarem as caixas de transporte corretas para a operação.

Foto: O Dia

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