Um homem apontado pela polícia como um dos chefes do tráfico no Complexo do Chapadão morreu na madrugada desta terça-feira (3), após trocar tiros com a Polícia Militar na comunidade da Via Light, em Anchieta, Zona Norte do Rio.
Morte de liderança criminosa durante ação na comunidade Via Light
Rodrigo Santos, conhecido como Pará ou Parazão, de 41 anos, foi atingido durante uma incursão do Grupamento de Ações Táticas do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá). Segundo a corporação, as equipes realizavam um cerco tático nos arredores da Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, quando avistaram homens em atitude suspeita em um dos acessos à comunidade.
Houve confronto armado no momento da aproximação dos agentes. Após o fim dos disparos, Rodrigo foi encontrado caído na Rua Elimaran com uma perfuração na região da barriga. Os policiais militares prestaram socorro e levaram o ferido ao Hospital Estadual Carlos Chagas, localizado em Marechal Hermes, mas ele não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.
Com o suspeito, os agentes apreenderam uma pistola de calibre 9 milímetros com a numeração raspada, um carregador, cinco munições e um aparelho portátil usado para detectar a aproximação de drones. Todo o material recolhido foi levado para a 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), central de flagrantes que formalizou o registro da ocorrência.
O que já se sabe sobre a investigação
De acordo com o setor de inteligência da corporação, Rodrigo exercia forte domínio nas localidades conhecidas como Via Light, Cavalheiros e Final Feliz, todas integradas ao Complexo do Chapadão. A região é controlada pela facção criminosa Comando Vermelho e convive com disputas históricas territoriais.
A polícia detalhou que o homem tinha um extenso histórico criminal, somando 84 anotações nos arquivos judiciais. Contra ele, estavam abertos quatro mandados de prisão preventiva pelos crimes de associação para a prática de tráfico de entorpecentes e homicídio qualificado. Ele também era apontado nas investigações como articulador de roubos de veículos e cargas na ligação entre Anchieta, Pavuna e Guadalupe.
A ação desta terça-feira faz parte da Operação Barricada Zero, deflagrada pelo 41º Batalhão de Polícia Militar. A meta do plano de segurança é desobstruir vias públicas ocupadas por entulho e trilhos de ferro colocados por criminosos, recuperar carros levados em assaltos e localizar depósitos ilegais de materiais roubados na Zona Norte.
Como fica a rotina da região após o confronto
A movimentação policial segue reforçada nas vias de acesso ao Complexo do Chapadão. Moradores relataram apreensão nas primeiras horas da manhã na Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, via que corta bairros populosos como Pavuna e Anchieta e serve de corredor para dezenas de linhas de ônibus municipais e intermunicipais.
A Polícia Militar informou que as incursões contam com suporte de equipes especializadas e do Grupamento Especializado de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar). O comando do batalhão afirmou ainda que os órgãos de transporte, postos de saúde da família e escolas municipais do entorno foram previamente informados para definir planos de segurança dos servidores e moradores.
Quem precisa circular entre Anchieta e a Baixada Fluminense deve redobrar a atenção perto dos acessos da comunidade da Via Light. Em dias de instabilidade como este, o comércio local costuma reduzir o expediente e motoristas de aplicativo evitam aceitar chamadas para o interior das comunidades do complexo.
Como denunciar ações criminosas
A população pode colaborar de forma segura e totalmente sigilosa repassando informações sobre esconderijos de armas, localização de suspeitos ou pontos com bloqueio irregular de vias públicas. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende 24 horas por dia por meio de diferentes canais:
- Telefone fixo: (21) 2253-1177;
- WhatsApp do portal: (21) 2253-1177;
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares Android e iOS.
Em situações emergenciais com tiroteio na via ou risco direto à vida de pedestres e motoristas, o cidadão deve ligar imediatamente para o telefone de emergência 190 da Polícia Militar. Informações adicionais também podem ser protocoladas pessoalmente na 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), que concentra os registros investigativos da área do Chapadão.















