Chefe de bando que assaltou casa de vereador é preso em São Gonçalo

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu Cristian Felix Silva Farias, conhecido como “CR”, de 26 anos, no bairro Maria Paula, em São Gonçalo. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha que invade residências de luxo.

A captura ocorreu durante a Operação Segunda Demão. Segundo os policiais, o bando atacava imóveis na Região Metropolitana, mantinha as famílias sob graves ameaças e exigia transferências de valores enquanto recolhia pertences de alto padrão.

Prisão do chefe de bando que assaltava casas de luxo

As investigações apontam que Cristian Felix Silva Farias participou diretamente da invasão à casa de um vereador em Niterói. No episódio, os moradores foram rendidos, amarrados e submetidos a momentos de pânico, caracterizando extorsão e roubo com restrição de liberdade. O grupo atuava com divisão clara de funções, planejamento antecipado e estratégias planejadas para não deixar pistas após as ações.

De acordo com a Polícia Civil, os integrantes da organização criminosa possuem vínculo direto com a comunidade da Grota, localizada em Niterói. As apurações indicam também que parte da quadrilha é composta por criminosos remanescentes do grupo conhecido como “Bonde do Cabele”, já investigado por ações violentas na região.

A prisão aconteceu na última quarta-feira (28), quando agentes localizaram o esconderijo de CR no bairro Maria Paula, região que fica no limite territorial entre São Gonçalo e Niterói. Ele foi detido e autuado em flagrante pelos crimes de organização criminosa e roubo circunstanciado a residência.

O que já se sabe sobre o esquema da quadrilha

O grupo monitorava a rotina de moradores de áreas nobres antes de cometer as invasões. O objetivo principal era render as vítimas de surpresa, diminuindo qualquer possibilidade de reação ou acionamento imediato da polícia.

Durante a invasão na casa do vereador niteroiense, os assaltantes não se limitaram a levar objetos de valor, como joias e aparelhos eletrônicos. Eles também praticaram extorsão, forçando as vítimas a entregar quantias em dinheiro sob contínua coação moral e física.

A Polícia Civil informou que o material apreendido e as pistas colhidas durante a operação vão ajudar a identificar outros comparsas que participaram dos assaltos. Os agentes continuam em diligências para localizar os veículos usados nas fugas e o destino final dos bens levados das famílias.

Quem responde por isso na estrutura policial

O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio das equipes dedicadas ao combate a roubos e furtos na região de Niterói e São Gonçalo. O policiamento preventivo das duas cidades é de responsabilidade da Polícia Militar, por meio do 7º Batalhão de Polícia Militar (São Gonçalo) e do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói).

Os relatórios da Operação Segunda Demão foram encaminhados ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e ao Tribunal de Justiça. Cristian permanece sob custódia do sistema penitenciário fluminense, à disposição da Justiça, onde responderá pelos processos em andamento.

Como denunciar comparsas e foragidos

A população pode colaborar de forma segura com as investigações policiais, informando o paradeiro de outros membros do grupo criminoso ou denunciando movimentações suspeitas em áreas residenciais. Para isso, o Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia, com garantia total de anonimato.

  • Telefone ou WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177;
  • Aplicativo oficial: “Disque Denúncia RJ”, disponível para celulares;
  • Site: disquedenuncia.org.br.

Em ocorrências imediatas de invasão a domicílio ou suspeita de assalto em andamento, o leitor deve ligar imediatamente para o telefone de emergência da Polícia Militar pelo número 190.

O que fazer se você foi vítima de roubo a residência

Quem teve a residência violada ou sofreu assalto recente em Niterói ou São Gonçalo precisa registrar a queixa para que a polícia possa cruzar as provas com os suspeitos já presos. Para crimes com agressão física ou ameaça direta, a orientação é comparecer pessoalmente à delegacia de polícia mais próxima da sua residência.

Para registrar o boletim presencialmente, a vítima deve levar documento de identidade oficial com foto (RG ou CNH), CPF e, se houver, notas fiscais, fotos ou números de série dos bens roubados, como aparelhos celulares e televisores. Registros de câmeras de segurança do imóvel ou da rua também devem ser levados em pen drive para auxiliar na identificação dos criminosos.

Casos em que não houve violência física imediata ou invasão com reféns podem ser comunicados pela internet, por meio do portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Rio (dedic.pcerj.rj.gov.br), que emite o comprovante com o mesmo valor legal da ocorrência presencial.

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