Chefe de quadrilha que invadia casas em Niterói é preso em bar

A Polícia Civil prendeu Christian Félix Silva Farias, de 26 anos, conhecido como CR, apontado como chefe de uma quadrilha especializada em assaltar condomínios em Niterói. A captura aconteceu nesta quarta-feira (28), em Maria Paula, São Gonçalo.

O rapaz estava almoçando em um bar quando foi surpreendido pelos policiais civis da 76ª DP (Niterói). Contra ele, havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça pelos crimes de roubo e extorsão.

Ação armada contra família e invasão de condomínio em Pendotiba

Segundo as apurações da delegacia de Niterói, o grupo criminoso invadiu a residência do vereador Beto da Pipa na madrugada do dia 10 de fevereiro deste ano. O imóvel fica em um condomínio fechado no bairro de Pendotiba.

Quatro homens armados entraram no local enquanto os moradores dormiam. As vítimas foram amarradas e ameaçadas durante a ação. Enquanto parte do bando vigiava os parentes rendidos, outros comparsas reviravam os quartos para recolher pertences de alto valor comercial.

Os criminosos obrigaram a família a realizar transferências bancárias por PIX para contas correntes de terceiros. Antes de fugir, a quadrilha rendeu o vigilante da portaria do condomínio, levou a arma dele, o telefone celular e usou um carro da própria família para deixar o local.

A investigação revelou que o suspeito preso havia prestado serviço no local como ajudante de pintor cerca de dois meses antes da ação violenta. Os agentes acreditam que esse trabalho serviu para levantar a rotina da casa, as saídas e as facilidades de acesso ao terreno.

O que já se sabe sobre o bando

O grupo contava com planejamento detalhado para não deixar rastros na fuga. A Polícia Civil apurou que os assaltantes utilizavam veículos clonados, toucas do tipo balaclava para esconder o rosto e jammers, que são aparelhos bloqueadores de sinal de celular e rastreadores.

A polícia também apura se a quadrilha chefiada pelo jovem de 26 anos participou de um sequestro contra um comerciante no dia 19 de fevereiro, poucos dias após o roubo na casa do parlamentar.

Segundo a 76ª DP, o suspeito possui ligações com traficantes que atuam na comunidade da Grota, em Niterói. Ele também é apontado como remanescente do bando chefiado por um homem conhecido como Calebe, alvo de uma grande operação policial no ano de 2018.

O veículo levado na ação criminosa e os celulares roubados das vítimas foram recuperados pelos agentes no decorrer dos trabalhos de inteligência policial. O jovem foi transferido para o sistema prisional de Benfica e permanece à disposição da 2ª Vara Criminal.

Quem responde por isso

A condução das apurações está sob responsabilidade da 76ª Delegacia Policial (Centro de Niterói), que atua para identificar os outros três assaltantes que participaram diretamente da invasão em Pendotiba. Os agentes também tentam descobrir os titulares das contas bancárias que receberam os valores enviados por PIX.

A Polícia Militar, por meio do 12º BPM (Niterói), é o batalhão responsável pela segurança pública no bairro de Pendotiba e nas áreas residenciais do entorno. Rondas preventivas continuam sendo feitas nas vias principais de acesso aos condomínios da região oceânica e adjacências.

Como denunciar

A população pode ajudar os investigadores a localizar os outros integrantes da quadrilha sem precisar se identificar. Qualquer informação sobre suspeitos armados ou movimentações estranhas perto de condomínios pode ser repassada aos canais oficiais:

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo durante 24 horas por dia.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
  • 76ª DP (Niterói): Rua Coronel Gomes Machado, s/n, Centro, Niterói. Telefone direto da unidade para informações investigativas.
  • Polícia Militar (urgências e flagrantes): ligue para o telefone 190.

O que fazer se você foi vítima

Moradores que passaram por ações parecidas em condomínios de Niterói e São Gonçalo devem comparecer pessoalmente à delegacia da área para formalizar o caso e tentar o reconhecimento fotográfico dos suspeitos detidos.

Para registrar o boletim de ocorrência, é importante apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e o extrato das transferências bancárias realizadas durante a coação. Em casos de roubo com violência ou ameaça física, o registro não pode ser feito totalmente pela internet e exige atendimento na distrital.

Vítimas de extorsão via transferências bancárias imediatas devem acionar o serviço de contestação de fraude do próprio banco nas primeiras 24 horas após o crime, apresentando a cópia do termo de declaração policial para tentar o bloqueio cautelar das quantias retiradas.

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