Cedae para o Guandu nesta terça e afeta 9 milhões no Rio e Baixada

A Cedae desliga o Sistema Guandu a partir das 4h desta terça-feira para uma grande manutenção preventiva. A paralisação atinge a capital e outros sete municípios da Baixada Fluminense, deixando cerca de 9 milhões de pessoas sem abastecimento na rede.

Manutenção anual no Guandu prepara estação para o verão

A intervenção na Estação de Tratamento de Águas de Nova Iguaçu vai durar exatamente 24 horas, terminando às 4h de quarta-feira. De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio, o objetivo da parada é deixar a estrutura pronta para os dias quentes de verão, quando a demanda nas torneiras dispara em toda a Região Metropolitana.

Ao todo, cerca de 500 profissionais vão atuar em mais de 100 frentes simultâneas de trabalho. As equipes farão limpezas profundas, vistorias técnicas e reparos emergenciais em maquinários pesados. Além disso, a companhia vai instalar um novo macromedidor, aparelho que monitora a vazão em galerias subterrâneas de grande porte.

A diretora de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Elisa Silva, afirmou que a parada reduz riscos de falhas graves no final do ano. Segundo a gestora, a ação preventiva evita novos cortes emergenciais durante a estação mais quente do calendário.

Quais cidades e regiões ficam sem água?

O corte no envio de água tratada atinge em cheio a capital fluminense e outros sete municípios da Baixada. A lista completa inclui Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

Em bairros mais altos e ruas situadas nas pontas das redes de distribuição, o impacto costuma ser maior. Nesses locais, a água demora mais a ganhar pressão mesmo após o religamento dos motores principais da estação.

Para piorar o cenário na Zona Norte carioca, moradores do bairro de Irajá já enfrentam torneiras secas desde a madrugada de segunda-feira. Uma tubulação central estourou na comunidade Rio do Ouro, provocando alagamentos e forçando a Defesa Civil do Rio a interditar uma casa por risco iminente de desabamento.

Quanto tempo demora para a água voltar às torneiras?

Mesmo com o fim dos serviços na estação previsto para as 4h de quarta-feira, a água não retorna de forma imediata em todas as residências. As concessionárias privadas Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento avisaram que a normalização total pode levar até 72 horas em algumas regiões.

A recuperação do sistema acontece de maneira gradativa ao longo dos dias seguintes. Primeiro a água preenche as grandes adutoras da cidade, ganha força nos reservatórios de bairro e só depois chega aos canos de menor espessura que abastecem as residências.

A orientação das distribuidoras é que os moradores economizem a reserva das caixas d’água e cisternas até quinta ou sexta-feira. Lavar calçadas, encher piscinas ou usar máquinas de lavar roupa devem ser tarefas adiadas para evitar o esgotamento precoce dos reservatórios particulares.

O que fazer em caso de falta de água e como pedir ajuda?

Durante todo o período de suspensão e retomada, serviços essenciais como hospitais, clínicas da família, escolas e unidades de acolhimento têm prioridade no atendimento por caminhão-pipa. O leitor que notar falta de água nesses locais ou em condomínios pode entrar em contato direto com a empresa que opera o serviço no seu município:

  • Águas do Rio: atende a capital e grande parte da Baixada Fluminense pelo telefone gratuito e WhatsApp no número 0800 195 0195.
  • Iguá: atende os bairros da Zona Oeste carioca através da central telefônica e WhatsApp no número 0800 400 0504.
  • Rio+Saneamento: cobre outros bairros da Zona Oeste pelo canal 0800 400 0565.
  • Defesa Civil Municipal do Rio: para emergências estruturais provocadas por vazamentos ou rompimentos de rede, ligue imediatamente para o telefone 199.

O consumidor que identificar canos quebrados jorrando água na rua ou necessitar de suporte emergencial deve formalizar o pedido anotando o número de protocolo informado pelos atendentes.

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