Uma grande fiscalização contra ligações clandestinas de água realizou 126 vistorias e intervenções nesta semana em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O foco principal foi o bairro Vila São Luiz, onde técnicos corrigiram desvios que deixavam torneiras da vizinhança sem pressão.
Fiscalização mira desvios de água e furtos de luz na Baixada
A força-tarefa mobilizou mais de vinte equipes da concessionária Águas do Rio em ruas residenciais e comerciais de Duque de Caxias. Os técnicos percorreram calçadas e caixas de inspeção para identificar canos paralelos e hidrômetros violados.
A operação teve apoio direto de agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e de policiais do 15º Batalhão de Polícia Militar. A presença das viaturas garantiu a segurança dos funcionários durante a retirada dos encanamentos irregulares e a abertura de termos técnicos.
Além da água, a empresa Light também integrou os trabalhos para coibir o furto de energia elétrica na região central do município. No bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto, a companhia de luz colocou 400 profissionais nas ruas, resultando em 200 inspeções em comércios e residências.
Segundo a concessionária de água, a manipulação indevida da tubulação gera vazamentos subterrâneos e contaminação na rede pública. O maior prejuízo para a comunidade é a perda de força do fluxo, que impede a água tratada de subir para a caixa-d’água de quem paga a conta em dia.
O que já se sabe sobre o balanço da operação
Ao todo, a concessionária registrou 126 ações efetivas ao longo da semana no município. As atividades envolveram o corte de tubulações piratas, regularização cadastral imediata e manutenção de cavaletes com defeito.
Na frente elétrica, a Light confirmou que 200 imóveis foram inspecionados para combater irregularidades no medidor de luz e fiações puxadas diretamente do poste. Casos flagrantes foram documentados e encaminhados à delegacia da área para perícia criminal.
O furto de serviços públicos é tipificado pelo artigo 155 do Código Penal Brasileiro. O responsável pelo imóvel com ligação clandestina pode responder criminalmente por furto, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão, além da cobrança retroativa do consumo.
O que muda para quem mora na Vila São Luiz
Moradores que enfrentavam torneiras secas nos pontos mais altos da Vila São Luiz devem notar o restabelecimento gradual da pressão da rede. Com a retirada dos desvios de grande volume, a água passa a circular de forma regular pelos canos principais.
O trânsito pelas vias onde os técnicos abriram valas já começou a ser normalizado. A empresa responsável informou que os reparos de recomposição de calçadas e asfalto são realizados logo após o fechamento das frentes de serviço.
Comércios e oficinas que utilizavam água sem cadastro correm o risco de interrupção imediata do fornecimento caso não peçam a ligação oficial. As equipes seguem mapeando outros bairros de Caxias com histórico de perdas expressivas de distribuição.
Como regularizar a situação e negociar débitos
Quem estiver com ligação irregular ou tiver contas atrasadas pode procurar atendimento direto para evitar autuações policiais. Durante as ações, uma van de atendimento itinerante ficou na Praça Humaitá, no bairro Jardim 25 de Agosto, recebendo o público.
Para atualizar dados, pedir nova ligação ou renegociar faturas com a Águas do Rio, o cliente pode ligar gratuitamente para o telefone 0800 195 0195, que também funciona pelo aplicativo WhatsApp durante 24 horas por dia.
A documentação exigida para regularizar o imóvel inclui documento de identidade oficial com foto, CPF e comprovante de posse ou contrato de locação do imóvel. Pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único podem solicitar a adesão à tarifa social de água.
Como denunciar ligações clandestinas
Para denunciar intervenções suspeitas na rede pública de água ou esgoto sem se identificar, qualquer cidadão pode acionar o Disque Denúncia do Rio pelo número (21) 2253-1177, com canal anônimo aberto 24 horas.
As denúncias também podem ser encaminhadas diretamente à 59ª Delegacia Policial, localizada no centro de Duque de Caxias, responsável pelos registros da comarca, ou informadas de maneira anônima pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ.














