Castro cancela aumento da passagem do metrô e mantém tarifa em R$ 7,90

problema de sinalização no metrô

O aumento da passagem do metrô foi oficialmente cancelado pelo governador Cláudio Castro, que anunciou a manutenção da tarifa em R$ 7,90 até o fim deste ano. A decisão impede que o reajuste previsto para abril entre em vigor e garante que o valor atual continue sendo cobrado dos passageiros.

De acordo com o governo, o Estado vai destinar R$ 37 milhões em recursos públicos para assegurar que a tarifa permaneça no mesmo patamar ao longo de 2026. Além disso, foi confirmada a renovação da tarifa social, fixada em R$ 5, beneficiando usuários cadastrados no programa.

O reajuste que havia sido anunciado pela concessionária previa o aumento para R$ 8,20 a partir de 12 de abril, o que representaria um acréscimo de R$ 0,30 — equivalente a 3,8%. A mudança ainda seria publicada no Diário Oficial do Estado antes de entrar em vigor.

Em nota, o MetrôRio informou que o contrato de concessão prevê reajuste anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A empresa argumenta que, embora a tarifa praticada no Rio seja a mais alta do país, a chamada tarifa regulatória — valor necessário por passageiro para manter a operação — é a menor do Brasil.

Segundo a concessionária, essa diferença ocorre porque o Governo do Estado destina menos recursos em subsídios ao sistema quando comparado a outras unidades da federação. O debate sobre financiamento do transporte público, portanto, volta ao centro das discussões.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários (Agetransp) também se manifestou, reforçando a importância da ampliação dos subsídios públicos para todos os usuários do sistema, e não apenas para aqueles que utilizam a tarifa social.

Caso o reajuste fosse mantido, seria o segundo aumento consecutivo. Em abril de 2025, a tarifa passou de R$ 7,50 para R$ 7,90, consolidando o metrô carioca como o mais caro do país. O reajuste anual está previsto no contrato de concessão firmado entre o Estado e a empresa.

A decisão do governo ocorre em meio a pressões sobre o custo do transporte e pode ter impacto direto no orçamento de milhões de passageiros que utilizam o metrô diariamente no Rio de Janeiro — um tema que continua mobilizando debates sobre mobilidade urbana e responsabilidade fiscal.

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