Casal é preso em Itaguaí suspeito de tentar matar homem por som alto

Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prenderam um casal em Itaguaí, na Baixada Fluminense, suspeito de envolvimento em uma tentativa de homicídio motivada por brigas de vizinhança relacionadas a som alto.

Ataque contra comerciante em Itaguaí e ordem de prisão

A ação foi coordenada por policiais civis da 50ª DP (Itaguaí) no fim da tarde de quarta-feira. Os mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça foram cumpridos contra Marcus Welby Eustáquio Monteiro e Maria das Graças Lopes Bastos. Ambos foram detidos e levados para a sede da delegacia da cidade.

As investigações apontam que o crime aconteceu no dia 10 de julho, quando a vítima, identificada como Allan Pereira Antunes da Silva, seguia de carro para trabalhar em sua barraca de churrasco, localizada em frente a um supermercado da região. No trajeto, o veículo foi alvo de disparos de arma de fogo.

Segundo o inquérito policial, Marcus Welby teria atirado três vezes na direção de Allan. Nenhum dos tiros atingiu o corpo da vítima, mas as balas acertaram a lataria do automóvel. O motorista conseguiu acelerar, fugir do atirador e escapar do atentado com vida.

Motivação do crime e brigas anteriores por barulho

De acordo com a apuração da 50ª DP, a mulher presa, Maria das Graças, foi a mandante da emboscada armada contra Allan. O suspeito teria puxado o gatilho a pedido direto dela, que mantinha atritos recorrentes com o trabalhador.

O motivo da desavença entre as partes envolvia reclamações frequentes por causa de barulho e som alto no bairro. Os desentendimentos se arrastaram ao longo do tempo até culminarem no ataque a tiros, segundo os depoimentos e provas técnicas recolhidos pelos investigadores.

Com os indícios colhidos durante as diligências preliminares, o delegado titular da unidade representou pela prisão cautelar do casal. A solicitação foi deferida pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

Como denunciar casos de violência e ameaças

Moradores que souberem de crimes ou que presenciem conflitos armados no município de Itaguaí podem repassar informações às autoridades sem precisar se identificar. A participação da população ajuda a acelerar apurações policiais e prevenir novos ataques.

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177, canal que funciona 24 horas por dia e garante total sigilo aos denunciantes. Informações também podem ser encaminhadas pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” ou pelo portal oficial do programa.

Além dos números centrais, a população pode procurar diretamente a 50ª DP (Itaguaí), localizada no Centro da cidade. O plantão atende ocorrências diárias e recebe relatos formais de violência ou posse ilegal de arma de fogo.

O que fazer se você for vítima ou alvo de ameaça

Quem estiver passando por conflitos de vizinhança, agressões verbais ou ameaças deve procurar resguardo legal antes que as divergências piorem. O primeiro passo é formalizar o registro de ocorrência em uma delegacia de polícia.

O boletim pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia civil ou pela internet, por meio do site da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (SEPOL). Casos que envolvam ameaça direta ou disparo de arma de fogo exigem o comparecimento à unidade mais próxima para oitiva formal.

Para o atendimento, a vítima precisa levar documento de identificação original com foto (RG, CNH ou carteira de trabalho), CPF e comprovante de endereço. É importante fornecer dados de testemunhas, áudios, mensagens ou imagens de câmeras de segurança que ajudem a comprovar a intimidação.

O que já se sabe sobre os próximos passos do caso

Depois de prestarem depoimento e passarem pelos trâmites burocráticos na 50ª DP, Marcus Welby e Maria das Graças foram transferidos para o sistema penitenciário estadual. Eles ficarão à disposição da Justiça do Rio de Janeiro.

A dupla passará pela audiência de custódia conduzida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que vai analisar a legalidade das capturas e avaliar a manutenção das custódias provisórias. Enquanto isso, os agentes continuam com o inquérito para anexar novas provas e encaminhar a denúncia conclusiva ao Ministério Público.

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