Uma casa tombou e atingiu outros dois imóveis na comunidade do Amarelinho, em Acari, na Zona Norte do Rio, no final da noite de quinta-feira. Ninguém ficou ferido no acidente.
Desabamento parcial deixa famílias fora de casa em Acari
A estrutura cedeu após fortes temporais atingirem a região nos últimos dias. O solo encharcado não suportou o peso da construção, que já mostrava rachaduras aparentes nas paredes e no piso antes da queda.
Quando a estrutura começou a pender, a casa ficou escorada lateralmente nas outras duas moradias vizinhas. Moradores que estavam dentro do imóvel e vizinhos próximos conseguiram sair correndo a tempo para a rua assim que ouviram os primeiros estalos da alvenaria.
A comunidade do Amarelinho fica próxima à Avenida Brasil e frequentemente sofre com problemas de escoamento e acúmulo de água em dias de temporal. O peso extra da água no terreno barrento comprometeu as fundações da construção, que não aguentou o peso das paredes de tijolo e inclinou sobre o terreno ao lado.
Como fica a situação para quem mora na região
O trecho do acidente segue com o acesso bloqueado para evitar acidentes com curiosos ou outros moradores. Quem vive nas imediações do imóvel precisa redobrar a atenção, já que as duas casas atingidas também sofreram impactos na estrutura principal e permanecem sustentando o peso da residência inclinada.
A passagem de pedestres por becos estreitos logo abaixo da área afetada requer cuidado redobrado, já que o risco de novo desprendimento de concreto e tijolos ainda existe enquanto o tempo continuar instável na cidade. Quem mora colado ao imóvel foi orientado a não dormir no local até a vistoria técnica completa.
O transporte coletivo que atende a região da Avenida Brasil e o entorno de Acari segue circulando normalmente pelas vias principais. As linhas de ônibus municipais e intermunicipais não sofreram desvios nas ruas asfaltadas de acesso ao bairro, mas o trânsito interno de veículos de apoio na comunidade permanece restrito.
O que já se sabe sobre o caso
As testemunhas relatam que o imóvel já vinha dando sinais de instabilidade há alguns dias, com portas que começaram a emperrar e fendas que se abriram nas junções do teto. Com o acumulado das chuvas recentes na Zona Norte carioca, a terra cedeu de forma repentina durante a noite.
Apesar do susto e do estrondo ouvido por vizinhos da rua, a evacuação rápida impediu que houvesse vítimas presas sob escombros ou feridos graves. Não houve necessidade de atendimento médico emergencial hospitalar para os moradores que deixaram a casa às pressas.
A Defesa Civil do município foi informada sobre a ocorrência para comparecer ao local, avaliar a integridade dos três imóveis envolvidos e determinar se haverá demolição emergencial da estrutura que tombou. Caso os imóveis de apoio tenham sido abalados de forma irreparável, eles também podem ser interditados em definitivo pelos engenheiros da Prefeitura.
Como pedir ajuda e acionar a Defesa Civil
Quem notar qualquer sinal de perigo em paredes, muros ou encostas no Rio de Janeiro não deve esperar a estrutura ceder para agir. Os principais alertas visuais são rachaduras novas que aumentam de tamanho rapidamente, portas e janelas que não fecham mais direito e estalos vindos da alvenaria ou do forro.
Em situações de emergência como deslizamentos, trincas graves ou risco imediato de queda de construções, o telefone oficial e gratuito da Defesa Civil Municipal é o 199. A central funciona durante 24 horas por dia, todos os dias da semana, e repassa a ordem de vistoria para os agentes operacionais da base mais próxima.
Se houver feridos ou pessoas presas em escombros, o contato correto e prioritário é o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro pelo número 193. Moradores que precisarem de abrigo ou apoio social após interdição de imóveis devem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de referência de seu bairro para cadastro nos programas habitacionais e auxílio das equipes da Prefeitura.















