Carlos Alberto é expulso de condomínio após decisão judicial no Rio

Carlos Alberto

Carlos Alberto é expulso de condomínio após decisão judicial no Rio de Janeiro. A determinação foi tomada pela 1ª Vara Cível da Regional da Barra e obriga o ex-jogador a se retirar do local onde residia, no Alphaland Residence Club, na Barra da Tijuca.

A ação judicial foi movida por moradores do condomínio, que alegaram comportamento antissocial reiterado por parte do ex-atleta. Segundo o processo, as reclamações começaram a se acumular ao longo dos últimos anos.

De acordo com a decisão, entre junho de 2019 e março de 2023 foram registradas 52 ocorrências relacionadas ao comportamento de Carlos Alberto dentro do condomínio.

Entre os principais motivos citados nas reclamações estão festas com música alta em horários variados, gritaria, ofensas a vizinhos e uso inadequado de áreas comuns do residencial.

A sentença foi proferida pela juíza Erica Batista de Castro. Apesar da decisão determinar a saída do ex-jogador do condomínio, ainda cabe recurso por parte da defesa.

O processo também menciona denúncias consideradas mais graves feitas por moradores. Entre elas, relatos envolvendo comportamentos inadequados em áreas visíveis do condomínio e atitudes consideradas ofensivas por outros residentes.

Em sua defesa, Carlos Alberto afirmou que estaria sendo perseguido por vizinhos. Durante as audiências, ele admitiu ter realizado festas com música alta, mas negou outras acusações apresentadas no processo.

Carlos Alberto teve uma carreira marcada por passagens por clubes importantes do futebol brasileiro, como Vasco, Fluminense, Corinthians e Grêmio.

No futebol internacional, o ex-jogador conquistou destaque ao vencer a Liga dos Campeões da Europa pelo Porto, de Portugal, em 2004. Na ocasião, marcou um dos gols na final da competição.

A decisão judicial reacende o debate sobre convivência em condomínios e os limites legais para casos de comportamento considerado antissocial em ambientes coletivos.

Moradores que participaram da ação afirmaram que recorreram à Justiça após tentativas anteriores de resolver os conflitos de forma interna dentro do condomínio.

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