O capitão da PM é preso na tarde desta sexta-feira (6) é Alessander Ribeiro Estrella Rosa, suspeito de participação em organização criminosa e de envolvimento com traficantes do Comando Vermelho. A prisão ocorreu na Baixada Fluminense e foi determinada pela Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, após investigações conduzidas pela Corregedoria da corporação.
De acordo com a Polícia Militar, gravações analisadas durante a apuração indicam que o capitão teria mantido conversas com integrantes do Comando Vermelho sobre a retirada de barricadas em áreas do município de Belford Roxo. O material reunido foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça Militar, que decretaram a prisão preventiva. Na semana anterior, o oficial já havia sido afastado das funções.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que a prisão reforça o compromisso da atual gestão em combater desvios de conduta dentro da instituição, independentemente da patente do envolvido.
O comandante-geral da corporação, coronel Menezes, também se manifestou nas redes sociais. Essa ação proativa e contundente reafirma um compromisso inegociável da nossa gestão: não compactuar com desvios de conduta ou com a prática de crimes dentro da Polícia Militar, sejam cometidos por oficiais ou praças, escreveu.
O capitão permanecerá à disposição da Justiça enquanto o processo segue em tramitação.
Histórico de prisão
Esta não é a primeira vez que Alessander Ribeiro Estrella Rosa se torna alvo de investigações. Em maio do ano passado, ele foi preso sob suspeita de integrar um grupo de extermínio conhecido como O Novo Escritório do Crime. A organização é investigada por ao menos duas execuções realizadas em plena luz do dia, supostamente ligadas a interesses do jogo do bicho.
Por conta desse episódio, o capitão já respondia a um procedimento interno na Corregedoria da PM, que pode resultar em sua exclusão definitiva da corporação. Desde então, ele estava afastado das atividades operacionais, exercendo apenas funções administrativas.














