Cantor de pagode é preso por agredir mulher em Salvador

O cantor de pagode Rick Ralley foi preso em flagrante pela Polícia Militar nesta segunda-feira (28), suspeito de agredir uma mulher dentro de um apartamento no bairro de Sussuarana Velha, em Salvador. Ele também devia pensão alimentícia.

Prisão em flagrante em Sussuarana Velha e mandado judicial

A equipe da Polícia Militar da Bahia compareceu ao endereço após receber um chamado com denúncia de violência doméstica. Os policiais foram até o imóvel indicado e encontraram a vítima com o suspeito no local.

Segundo a corporação, os agentes constataram a agressão logo na chegada e deram voz de prisão imediata ao músico. A mulher recebeu acolhimento inicial dos policiais enquanto o cantor foi contido sem apresentar resistência física durante o procedimento.

Durante a checagem dos documentos e dos dados pessoais no sistema integrado da polícia, os militares descobriram uma pendência judicial grave. Havia um mandado de prisão em aberto contra Rick Ralley motivado por dívida acumulada de pensão alimentícia.

Com as duas situações confirmadas, o cantor foi algemado e levado em uma viatura direto para a Central de Flagrantes. O caso segue agora sob os cuidados da Polícia Civil da Bahia, que conduz o inquérito e formalizou o auto de prisão.

O que já se sabe sobre a ocorrência

O caso aconteceu dentro de um condomínio residencial em Sussuarana Velha durante a tarde. Vizinhos ouviram barulhos de briga e gritos vindos do apartamento, decidindo ligar para o telefone de emergência da Polícia Militar para pedir socorro.

A vítima prestou depoimento aos investigadores na delegacia e passou por exames periciais no Instituto Médico Legal para registrar as lesões corporais decorrentes da agressão. A identidade da mulher não foi revelada para resguardar a integridade dela.

A defesa do cantor de pagode Rick Ralley não havia sido localizada até a publicação desta reportagem para apresentar a versão oficial dos fatos. O espaço segue aberto caso os advogados do músico decidam se pronunciar.

Quem responde pela investigação

A investigação criminal fica totalmente sob a alçada da Polícia Civil da Bahia, por meio da Central de Flagrantes e da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da capital baiana. A equipe colhe relatos de testemunhas e vizinhos do prédio.

Além da apuração das agressões físicas com base na Lei Maria da Penha, o cantor responderá à ordem judicial anterior pela dívida alimentícia. Ele permanece sob custódia do Estado e aguarda a audiência de custódia na Justiça.

Nessa audiência, um juiz analisará a legalidade do flagrante e decidirá se mantém Rick Ralley preso preventivamente ou se concede liberdade provisória com medidas restritivas de proteção para afastar o homem do convívio da vítima.

O que fazer se você foi vítima de agressão

Mulheres que sofrem ameaças, socos, empurrões ou violência psicológica precisam buscar ajuda imediatamente. Em situações de perigo urgente, a orientação básica é ligar no momento do fato para o telefone 190 da Polícia Militar para enviar viatura.

Para registrar o boletim de ocorrência, a vítima deve comparecer a uma Delegacia Especial de Atendimento à Mulher com documento oficial com foto. Caso o município não possua unidade especializada, o registro pode ser feito em qualquer delegacia de bairro comum.

É fundamental pedir a concessão de Medidas Protetivas de Urgência no próprio ato do registro policial. O juiz tem o prazo legal de até 48 horas para determinar o afastamento do agressor do lar e proibir contato por mensagens ou ligações.

Como denunciar casos de violência doméstica

Quem presencia ou desconfia de brigas com agressões físicas contra mulheres pode realizar a denúncia de maneira cem por cento anônima. Não é obrigatório ser parente nem se identificar para repassar as informações aos órgãos públicos.

A nível nacional, o canal telefônico oficial é o Disque 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona de graça, todos os dias da semana e 24 horas por dia. O serviço registra relatos, repassa para os órgãos de segurança e presta orientações jurídicas.

No Estado do Rio de Janeiro e em capitais, a população também conta com o Disque Denúncia no número de telefone fixo ou WhatsApp (21) 2253-1177, com sigilo absoluto garantido. Qualquer dado correto como rua, número de prédio e andar ajuda a salvar vidas.

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