O atacante uruguaio Canobbio, de 26 anos, vive um momento delicado no Fluminense. Após um início promissor, o jogador perdeu espaço no time titular e passou a integrar o banco de reservas. Fora das quatro linhas, ele se tornou o centro de uma polêmica envolvendo seu atual clube e o Athletico-PR, sua antiga equipe.
A confusão teve início após o vazamento de áudios atribuídos ao presidente do Athletico-PR, Mario Celso Petraglia, em que ele afirmava que o Fluminense não teria efetuado o pagamento da primeira parcela referente à contratação do jogador. A fala rapidamente repercutiu e provocou reações.
O vice-presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, reagiu nas redes sociais. Em uma postagem feita na plataforma X (antigo Twitter), ele refutou as alegações. “Em relação ao Fluminense, o presidente Petraglia se equivocou com essa mensagem. Estamos rigorosamente em dia com o pagamento”, afirmou.
Para encerrar a controvérsia, o perfil oficial do Athletico-PR também se pronunciou. Em nota publicada nas redes sociais, o clube paranaense confirmou que não há pendências financeiras. “O Athletico-PR informa que não há nenhum pagamento pendente por parte do Fluminense relativo à primeira parcela da venda dos direitos econômicos do atleta Canobbio”, declarou o clube.
Canobbio foi contratado no início do ano por 6 milhões de euros (cerca de R$ 37 milhões), valor que o torna a contratação mais cara da história do Fluminense. O atacante assinou contrato até o fim de 2028, em uma aposta ousada da diretoria tricolor.
Em campo, o uruguaio soma 22 partidas com a camisa do Fluminense, com cinco gols e duas assistências. Apesar do início animador, seu rendimento caiu nas últimas semanas, o que contribuiu para sua saída do time titular e acendeu o alerta na torcida.
A repercussão da polêmica entre os clubes, somada à fase técnica ruim, coloca Canobbio sob os holofotes, mas não da maneira que o clube esperava no início da temporada. Internamente, o Fluminense mantém respaldo ao atleta, mas espera recuperação no desempenho para justificar o alto investimento.
O episódio também expõe a sensibilidade nas negociações entre clubes brasileiros, especialmente quando se trata de valores elevados e prazos de pagamento. A rápida mobilização dos dirigentes para esclarecer o caso buscou evitar desgaste institucional e preservar a imagem das duas agremiações.














