BRT Transoeste tem 75 carros multados por invadir calha exclusiva

A Secretaria de Ordem Pública multou 75 motoristas que invadiram a pista exclusiva do BRT Transoeste durante uma fiscalização nesta semana. A ação buscou coibir acidentes e atrasos nas viagens de milhares de passageiros da Zona Oeste carioca.

Fiscalização mira motoristas que desrespeitam pista exclusiva na Zona Oeste

Agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) atuaram em trechos estratégicos do corredor Transoeste, que conecta bairros como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Guaratiba e Santa Cruz. Os motoristas flagrados cometeram infração gravíssima ao usar a calha destinada apenas aos ônibus articulados da Mobi-Rio.

A invasão da pista exclusiva é uma das principais queixas de quem utiliza o transporte público diariamente na região. Além de travar o fluxo dos articulados nos horários de maior movimento, a presença de carros de passeio e motocicletas no corredor aumenta significativamente o risco de colisões frontais e atropelamentos perto das estações.

Muitos condutores aproveitam cruzamentos e trechos sem barreiras físicas para escapar dos congestionamentos da Avenida das Américas e da Estrada da Matriz. A prefeitura informou que essas operações de fiscalização rápida continuarão ocorrendo de forma surpresa em diferentes turnos do dia, com foco especial nos horários de pico da manhã e do fim de tarde.

Quanto custa a multa e quantos pontos rende na carteira?

Dirigir na calha exclusiva do BRT não é uma infração leve. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a conduta é classificada como infração gravíssima:

  • Valor da autuação: R$ 293,47 aplicada no prontuário do proprietário do veículo.
  • Pontuação: 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
  • Medida administrativa: O veículo pode ser retido e rebocado para um dos depósitos municipais caso o motorista cometa outras irregularidades simultâneas, como documentação atrasada ou falta de equipamentos obrigatórios.

O valor arrecadado entra nos cofres públicos e o proprietário autuado recebe a notificação em casa ou por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito. Quem quiser recorrer precisa respeitar o prazo limite de defesa prévia indicado no próprio auto de infração.

O que muda para quem depende do BRT Transoeste no dia a dia?

Para quem sai cedo de Santa Cruz ou Campo Grande em direção à Barra, a presença de veículos comuns na pista exclusiva gera atrasos acumulados. Um único carro quebrado ou batido dentro da calha paralisa todo o comboio de articulados, impedindo a ultrapassagem entre estações expressas.

Com as ações de fiscalização mais intensas, a expectativa é que o tempo de espera nas plataformas seja reduzido e as viagens cumpram os intervalos programados pela empresa pública Mobi-Rio. Os motoristas dos articulados relatam com frequência frenagens bruscas para evitar colisões com motos que surgem repentinamente nas curvas da via.

Passageiros que presenciarem acidentes, lentidão por bloqueios na pista ou panes em estações podem acompanhar os comunicados em tempo real emitidos pelas redes sociais oficiais da Mobi-Rio ou consultar o painel de operações do Centro de Operações Rio (COR).

Como denunciar invasões na calha do transporte público

O morador que flagrar veículos circulando ilegalmente nas calhas do BRT pode fazer denúncias anônimas para ajudar a prefeitura a direcionar as viaturas da Guarda Municipal e da Seop. Os canais disponíveis para atendimento à população são:

  • Central 1746: Ligação direta pelo telefone 1746 (dentro da cidade do Rio) ou pelo aplicativo oficial 1746 Rio, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.
  • Portal 1746 na internet: No endereço 1746.rio, onde é possível anexar fotos, informar o local exato com ponto de referência e o horário em que as irregularidades ocorrem com mais frequência.
  • Disque Denúncia: Pelo telefone tradicional (21) 2253-1177, com garantia total de anonimato para casos em que haja ameaça à integridade de funcionários do sistema ou vandalismo associado.

Ao registrar o chamado, informe sempre o nome da estação mais próxima e a direção da via (sentido Alvorada ou sentido Santa Cruz), detalhe que acelera o deslocamento das equipes da Guarda Municipal até o ponto crítico.

Quem responde pelo corredor e o que esperar dos próximos dias

A gestão operacional das pistas e das estações está sob responsabilidade compartilhada entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a Guarda Municipal do Rio de Janeiro e a Mobi-Rio. As blitze com reboques e agentes de trânsito móveis devem continuar em trechos onde obras recentes de revitalização do pavimento foram concluídas.

A prefeitura não divulgou se novos radares fixos com leitura automática de placas serão instalados ao longo da Transoeste nas próximas semanas. No entanto, o monitoramento por câmeras conectadas ao Centro de Operações segue ativo 24 horas por dia para acionar o patrulhamento sempre que invasões em grupo forem detectadas.

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