Brigas entre torcidas de Vasco e Flamengo deixam homem baleado no RJ

Brigas violentas entre torcedores de Vasco e Flamengo assustaram passageiros e moradores em diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (29). Um homem de 42 anos acabou baleado no pescoço na Baixada Fluminense.

Os episódios de violência ocorreram enquanto torcedores seguiam em direção ao estádio do Maracanã para acompanhar o clássico carioca. Além do caso na Baixada, houve correria, uso de barras de ferro e estrondo de disparos na Avenida Brasil e na Zona Oeste.

Tiros e espancamentos marcam dia de clássico carioca

O caso mais grave aconteceu no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Leonardo Ribeiro Silva, de 42 anos, torcedor do Flamengo, foi ferido por disparo de arma de fogo na região do pescoço. O crime aconteceu quando ele estava em um ponto de ônibus nas proximidades da comunidade do Lixão, aguardando transporte coletivo para se deslocar até o estádio. A vítima recebeu socorro imediato e foi levada até uma unidade hospitalar da região em estado de saúde classificado como grave.

Quem passava pelas principais vias da cidade do Rio de Janeiro também enfrentou momentos de medo e apreensão. Na altura do Complexo da Maré, na Avenida Brasil, dezenas de homens foram filmados carregando pedaços de madeira e barras de ferro. Motoristas que trafegavam pela via expressa registraram correria e relataram barulhos de tiros durante o confronto entre grupos rivais.

Na Taquara, na Zona Oeste da capital, confusões semelhantes tomaram as ruas no início da noite, perto da Merck. Em um dos vídeos espalhados pela internet, integrantes ligados à organizada Jovem Fla aparecem cercando e desferindo socos e pontapés em um homem apontado como torcedor da Força Jovem do Vasco. Em outro registro feito na mesma região, homens com camisas vascaínas carregavam armas brancas, enquanto outro torcedor ferido aparecia despido e caído na calçada.

Como denunciar os envolvidos nas agressões

Quem presenciou as brigas ou possui imagens que mostrem os rostos dos agressores na Avenida Brasil, em Duque de Caxias ou na Taquara pode ajudar a polícia de forma anônima. O serviço oficial para envio de informações é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

O contato pode ser feito pelo número de telefone (21) 2253-1177, que funciona 24 horas por dia e atende também por mensagem pelo aplicativo WhatsApp. Não é necessário se identificar durante a ligação. A população pode repassar detalhes sobre placas de veículos usados em emboscadas, pontos de concentração de torcidas organizadas ou nomes de suspeitos que aparecem portando armas de fogo e barras de ferro nas vias públicas.

Como fica a rotina nas regiões dos confrontos

O policiamento precisou ser reforçado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) em pontos estratégicos para conter novos ataques. Quem depende de ônibus na Avenida Brasil deve ficar alerta para atrasos ou desvios pontuais causados por operações policiais e movimentação de comboios de torcedores.

Em Duque de Caxias, perto da comunidade do Lixão, a recomendação é de cautela no embarque em paradas de coletivos durante a dispersão das partidas. Moradores da Taquara relataram fechamento temporário de estabelecimentos comerciais no entorno da Merck por causa da passagem de grupos violentos, com retorno gradual do movimento após a chegada de viaturas de patrulhamento de área.

O que fazer se você foi vítima de emboscada ou violência

Cidadãos que tenham sido agredidos, roubados ou que tiveram seus veículos danificados durante as brigas devem procurar uma delegacia de polícia imediatamente para registrar o boletim de ocorrência. O registro formal é a única maneira de a Polícia Civil investigar os danos e identificar quadrilhas travestidas de torcedores.

Se não houver agressão física direta que exija exame pericial no Instituto Médico-Legal, a ocorrência de vandalismo, furto ou extravio de documentos pode ser registrada pela internet no portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Casos com lesão corporal grave demandam atendimento inicial na emergência médica mais próxima e formalização posterior diretamente no balcão da delegacia do bairro onde o crime ocorreu.

Quem responde pela segurança nos pontos de conflito

A segurança pública nas áreas atingidas envolve diferentes batalhões operacionais da Polícia Militar e delegacias da Polícia Civil. O policiamento ostensivo na Avenida Brasil conta com o apoio de batalhões de vias expressas e unidades locais para evitar bloqueios de pista e garantir a segurança do tráfego.

Na Baixada Fluminense, a investigação do caso de Leonardo Ribeiro Silva fica a cargo das equipes policiais locais, que buscam identificar de onde partiram os disparos de arma de fogo e a motivação do atentado. As autoridades até o momento não divulgaram um balanço oficial com o total de presos ou de feridos levados a hospitais públicos do estado durante o dia de clássico.

Limpatech