Uma briga entre vizinhos terminou em homicídio na manhã desta quinta-feira (8) no bairro Engenho Central, em Itaocara, no Noroeste Fluminense. Segundo a Polícia Militar, um desentendimento entre dois moradores da região acabou com um homem de 69 anos morto a tiros. O autor dos disparos, de 44 anos, foi localizado e preso em menos de três horas após o crime.
De acordo com informações do 36º BPM (Santo Antônio de Pádua), a corporação foi acionada após relatos de disparos de arma de fogo na rua. Ao chegar ao local, os agentes encontraram o idoso já sem vida, caído no chão, com diversas marcas de tiros. A cena chocou os moradores da comunidade, que conheciam ambos os envolvidos.
Testemunhas relataram que a vítima e o autor do crime mantinham um histórico de desentendimentos. Na manhã do crime, os dois teriam se envolvido em mais uma discussão acalorada, que rapidamente evoluiu para a violência física. Ainda segundo a polícia, o homem mais velho teria iniciado a agressão, utilizando uma foice contra o vizinho.
Ferido, o suspeito reagiu e sacou uma arma de fogo, efetuando diversos disparos contra o idoso, que morreu ainda no local. Após o crime, ele fugiu em direção à localidade de Boa Sorte, uma área próxima à cena do ocorrido. A Polícia Militar iniciou imediatamente uma operação de busca, com integração entre o serviço de inteligência e os setores de planejamento e operações do batalhão.
Com apoio de informações obtidas por moradores e monitoramento das possíveis rotas de fuga, os policiais conseguiram localizar o suspeito poucas horas depois. Ele foi preso sem oferecer resistência e estava em posse de uma pistola calibre .380, uma espingarda .22 e a foice utilizada pelo idoso no início da briga.
O caso foi registrado na 135ª DP (Itaocara), que ficará responsável pela investigação. As armas foram apreendidas e encaminhadas para perícia. A polícia pretende ouvir vizinhos e familiares para entender o histórico do conflito entre os dois homens e esclarecer se o autor dos disparos já havia sido ameaçado anteriormente.
Apesar de não ter antecedentes criminais, o autor do homicídio responderá por posse ilegal de arma de fogo e homicídio qualificado, já que há indícios de que os disparos foram fatais mesmo após o fim da ameaça imediata. A defesa do preso ainda não se manifestou.
A comunidade do Engenho Central ficou abalada com a tragédia. Muitos moradores afirmaram que, apesar das desavenças entre os vizinhos, ninguém imaginava que o conflito pudesse terminar de forma tão extrema. O clima na região é de consternação e insegurança.
A Polícia Civil segue apurando se houve legítima defesa ou excesso por parte do autor dos tiros. Peritos estiveram no local e recolheram evidências que devem ajudar a esclarecer os momentos finais do confronto.














