A Polícia Civil prendeu um homem apontado como batedor de uma quadrilha ligada à facção Terceiro Comando Puro nesta quinta-feira, no Leblon, na Zona Sul do Rio. O suspeito monitorava a rotina de pedestres para facilitar roubos.
A captura ocorreu em plena área nobre da cidade, durante diligências de agentes que já vinham rastreando os passos da quadrilha. O preso foi identificado oficialmente como Yago dos Santos Domingos, conhecido pelas autoridades e pelo apelido de Mega.
Investigação aponta esquema de olheiros para crimes na Zona Sul
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, a função principal de Yago dentro do grupo criminoso era atuar diretamente na linha de frente dos roubos e furtos. No papel técnico de batedor, ele percorria as calçadas e vias comércios para analisar o fluxo de pessoas, prestar atenção em relógios e celulares à mostra e calcular o momento certo de agir sem chamar a atenção imediata de viaturas.
As investigações apontam que ele não ficava apenas repassando coordenadas para os comparsas da quadrilha vinculada ao Terceiro Comando Puro. Conforme apurado pela polícia, o suspeito também participava diretamente da abordagem violenta contra os pedestres quando encontrava brechas, acumulando participação em diversos registros patrimoniais recentes nos bairros vizinhos.
A presença de olheiros e criminosos associados a facções com base em comunidades da Zona Norte e Central do Rio atuando no asfalto da Zona Sul tem sido alvo frequente de inquéritos. A corporação apura agora para onde eram levados os produtos roubados e quem eram os receptadores dos aparelhos eletrônicos levados das vítimas no bairro.
Como funcionava a atuação da quadrilha nas ruas
O esquema de batedor funciona como uma espécie de monitoramento em tempo real do alvo e das viaturas de ronda na região. O criminoso geralmente se mistura ao movimento de trabalhadores, entregadores ou passantes comuns, circulando a pé ou de bicicleta perto de pontos de ônibus, saídas de academias e áreas gastronômicas.
Quando Mega identificava uma vítima distraída com telefone celular na mão ou utilizando cordões de valor, ele dava o sinal verde para o ataque ou executava o crime. De acordo com a polícia, essa divisão de tarefas garantia rotas de fuga mais rápidas para os criminosos, dificultando flagrantes das patrulhas locais.
O que já se sabe sobre o caso
A prisão foi convertida e formalizada após monitoramento dos policiais civis, que já estavam com o suspeito na mira em razão de queixas acumuladas na delegacia. A cronologia dos fatos confirma que ele foi surpreendido enquanto fazia novas rondas no bairro do Leblon.
A corporação confirmou que o detido permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário. A polícia ainda trabalha para identificar formalmente outros comparsas que agiam em conjunto com Yago nas ruas do Leblon e de Ipanema, além de apurar se o grupo utilizava veículos alugados ou motocicletas clonadas na fuga.
O que fazer se você foi vítima de roubo ou furto
Quem teve bens levados por criminosos na região da Zona Sul deve sempre formalizar a queixa. O registro de ocorrência é a única ferramenta oficial que abastece o mapa da mancha criminal e define onde a polícia reforça as rondas e operações de cerco.
- Registro presencial: É possível comparecer à delegacia da região, como a 14ª DP (Leblon), localizada na Avenida Humberto de Campos, número 315. O atendimento do plantão funciona 24 horas por dia.
- Registro online: Para casos sem violência física imediata, como furtos, a ocorrência pode ser feita pela internet, por meio do portal oficial da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
- Documentos: Tenha em mãos documento de identidade, CPF e, no caso de telefones roubados, o número do código IMEI do aparelho, que vem anotado na caixa ou na nota fiscal para facilitar o bloqueio na Anatel.
Como denunciar suspeitos e pontos de roubo
A população pode ajudar as investigações policiais repassando informações sobre outros integrantes da quadrilha ou movimentações estranhas em ruas residenciais de forma sigilosa. A denúncia anônima é fundamental para que mandados de prisão sejam expedidos pela Justiça.
O canal oficial é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo telefone central (21) 2253-1177. O atendimento telefônico funciona durante 24 horas e não exige qualquer identificação da pessoa que liga. Também é possível enviar relatos, fotos e vídeos pelo aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo serviço de mensagem do portal oficial.















