Ator preso por agredir pedinte após suposto assédio à esposa em terminal de SP

Terminal Parque Dom Pedro

O caso envolvendo ator preso por agredir pedinte aconteceu na madrugada de domingo (22), no Terminal Parque Dom Pedro, na região central de São Paulo. Everton Gileade Claudino, de 38 anos, foi detido em flagrante após espancar um homem que pedia esmolas no local.

De acordo com o boletim de ocorrência, o ator alegou que agiu ao acreditar que o pedinte teria assediado sua esposa. Segundo o depoimento da mulher, o casal aguardava o ônibus por volta das 22h quando o homem passou por eles e afirmou que ela seria o “amor da vida dele”. Ainda conforme o relato, o pedinte teria se aproximado com os braços estendidos.

Diante da situação, Claudino partiu para cima do homem e iniciou as agressões. Uma vigilante que trabalhava no terminal foi acionada após um passageiro procurar ajuda, dizendo que havia um homem “matando outro”, que estava chutando e pisando na cabeça da vítima.

Ao chegar ao local, a funcionária encontrou o pedinte desacordado e ensanguentado. Ela relatou que o ator e a esposa tentaram deixar o terminal, mas foram impedidos até a chegada da Polícia Militar.

Segundo o depoimento da vigilante à polícia, Claudino demonstrava comportamento agressivo e afirmou que não se arrependia do que havia feito. Ainda conforme o registro, ele teria declarado que sua intenção era matar o pedinte.

A funcionária também contou que foi alvo de ameaças e xingamentos. De acordo com o boletim, o ator a ofendeu com palavras de baixo calão e a intimidou enquanto aguardavam a chegada da PM.

Em depoimento, Claudino confirmou que agrediu o homem com socos e chutes, mas afirmou que agiu para defender a esposa. Ele também relatou que o pedinte havia pedido esmola ao casal antes do episódio que classificou como assédio.

O pedinte recebeu atendimento após a agressão, e o caso foi registrado como ameaça e tentativa de homicídio no 1º Distrito Policial, que conduz as investigações.

O episódio gerou repercussão e reacendeu discussões sobre limites da reação diante de situações de conflito em locais públicos — e os desdobramentos do inquérito ainda podem trazer novos detalhes sobre o que realmente aconteceu naquela noite.

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