Ataque a tiros deixa 2 mortos e 2 feridos na Rua André Rocha, em Curicica

Dois irmãos morreram baleados e outras duas pessoas ficaram feridas durante um ataque a tiros na Rua André Rocha, em Curicica, na Zona Oeste do Rio. O tiroteio ocorreu no início da noite e assustou comerciantes e moradores da região.

Ataque na Rua André Rocha deixa vítimas na Zona Oeste

As vítimas fatais foram identificadas como Douglas Nogueira, de 26 anos, e Caio dos Santos Nogueira, de 17. Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, homens armados dentro de um veículo se aproximaram e dispararam contra os dois jovens, que morreram antes da chegada do socorro médico.

A mãe das vítimas relatou que estava dentro de um comércio próximo no momento dos disparos e viu os filhos serem atacados na calçada. Moradores e familiares afirmam que os irmãos eram inocentes e não tinham envolvimento com o crime organizado, contestando versões iniciais que circularam logo após o ataque.

Outros pedestres que passavam pelo local acabaram atingidos na confusão. George de Lima Passos, de 60 anos, foi baleado na canela e recebeu atendimento emergencial do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ele foi encaminhado para atendimento e tem quadro estável, sem risco de morrer.

Um estudante de 12 anos, João Matheus Rodrigues da Conceição, também foi ferido por estilhaços na perna enquanto caminhava pela rua. Testemunhas relataram que o menino voltava da escola com material escolar quando os tiros começaram. Ele foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, recebeu curativos e teve alta médica.

O que já se sabe sobre o caso

A principal linha de apuração inicial da Polícia Militar aponta que membros de uma facção criminosa teriam confundido as vítimas com integrantes de um grupo paramilitar que disputa o controle territorial de bairros vizinhos em Jacarepaguá. No entanto, a confirmação oficial sobre a motivação só será dada após a conclusão dos laudos técnicos.

Policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) foram os primeiros a chegar ao local, isolando a via pública para o trabalho dos peritos. Os corpos de Douglas e Caio foram encaminhados pela equipe técnica para o Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, na região central da cidade, para a realização das necrópsias antes da liberação para sepultamento.

Quem responde pela apuração

O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Agentes da unidade especializada recolheram cápsulas no asfalto e realizam buscas por câmeras de segurança instaladas no comércio da Rua André Rocha para identificar o modelo e a placa do carro usado pelos atiradores.

A Polícia Civil informou que testemunhas presenciais e familiares dos dois jovens começaram a prestar depoimento formal na sede da delegacia, na Barra da Tijuca. O inquérito busca esclarecer de onde partiram os criminosos e identificar todos os ocupantes do veículo envolvido no homicídio e nas duas tentativas de homicídio.

Como denunciar

Moradores que tenham visto a movimentação dos suspeitos ou possuam imagens gravadas em câmeras residenciais ou de estabelecimentos podem colaborar com as investigações de forma totalmente sigilosa. O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, número que também recebe mensagens via WhatsApp.

A população também pode registrar informações por meio do aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” ou comparecer diretamente à Delegacia de Homicídios da Capital, situada na Rua Bernardo de Vasconcelos, na Barra da Tijuca. Não é necessário se identificar para prestar as informações aos investigadores.

Como fica a rotina na região

O policiamento preventivo foi reforçado ao longo da Rua André Rocha e em vias de ligação de Curicica com os bairros da Taquara e de Jacarepaguá. O comando do 18º BPM determinou rondas extras com viaturas para evitar novos confrontos e garantir a circulação de pedestres e o funcionamento do comércio de rua.

O tráfego de veículos e os itinerários das linhas de ônibus que passam pela via foram normalizados logo após a conclusão da perícia de local no fim da noite. Pais e responsáveis que utilizam as calçadas da região para levar crianças até escolas locais relataram apreensão com a segurança pública no trecho comercial.

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