A apreensão de skunk feita neste sábado (10) no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, resultou na interceptação de 9 kg da droga transportada por um passageiro brasileiro de 27 anos. O entorpecente, conhecido como uma versão mais potente da maconha, vinha escondido em uma mala despachada por um voo que partiu de Bangkok, na Tailândia.
A descoberta aconteceu durante uma fiscalização de rotina realizada por agentes da Receita Federal no setor de desembarque internacional. Segundo o órgão, a droga estava cuidadosamente embalada em 18 sacos plásticos, distribuídos entre roupas e objetos pessoais do viajante. O valor estimado da carga ilícita é de R$ 900 mil.
A atuação da Receita Federal no Galeão é parte de um protocolo permanente de combate ao tráfico internacional de drogas e à entrada de produtos ilícitos no país. A fiscalização é realizada com o auxílio de scanners, inteligência aduaneira e, em alguns casos, apoio de cães farejadores.
Assim que a droga foi localizada, os agentes federais notificaram a Polícia Federal, que assumiu a condução do caso. O suspeito foi encaminhado à delegacia da PF instalada no próprio aeroporto, onde prestou depoimento e será indiciado por tráfico internacional de drogas. O crime é considerado hediondo e pode resultar em pena de 5 a 15 anos de prisão.
O entorpecente apreendido será enviado para perícia e posteriormente incinerado, conforme prevê o procedimento padrão em apreensões desse tipo. A mala e os demais pertences do passageiro também passarão por análise para averiguar a existência de outros materiais ilegais.
As autoridades não informaram se o passageiro já era investigado ou se teria feito outras viagens suspeitas. Também não foram divulgados detalhes sobre o destino final da droga, que pode ter como rota o Rio de Janeiro ou servir de ponto de redistribuição para outros estados brasileiros.
O skunk, droga encontrada com o suspeito, é uma variedade de cannabis com maior concentração de THC, a substância psicoativa da planta. Com efeito mais potente e de alto valor de mercado, o skunk é frequentemente traficado por rotas internacionais, especialmente via bagagens despachadas ou malas de fundo falso.
Nos últimos anos, o aeroporto do Galeão tem registrado aumento nas apreensões desse tipo de substância. Segundo a Receita Federal, as operações de repressão ao tráfico são intensificadas em períodos de maior movimentação turística e em voos vindos de destinos considerados críticos, como países asiáticos e regiões da Europa Oriental.
Casos como o deste sábado reforçam a vigilância nos aeroportos brasileiros e destacam o papel das instituições federais no combate ao tráfico transnacional. A Receita Federal informou que continuará investindo em tecnologia, capacitação e cooperação com outras forças de segurança para evitar a entrada de drogas no país.
O passageiro permanecerá detido à disposição da Justiça Federal, onde será processado por tráfico internacional. A Polícia Federal segue investigando se o brasileiro preso atua como “mula” do tráfico ou se há ligação com grupos criminosos organizados que operam rotas internacionais de entorpecentes.














