Anvisa proíbe lote de água mineral Vitoriosa por coliformes no RJ

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de lotes da água mineral sem gás da marca Vitoriosa. Um laudo de laboratório do Rio de Janeiro apontou a presença de coliformes totais na bebida, o que pode trazer riscos para a saúde dos consumidores.

Entenda a proibição da água mineral Vitoriosa no Rio

A decisão da agência reguladora foi publicada no Diário Oficial da União após uma análise laboratorial acender o sinal de alerta. O teste foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, localizado no Rio de Janeiro. A análise de uma amostra de 250ml do produto apontou resultado insatisfatório, confirmando a presença de coliformes totais, que são bactérias que indicam problemas na higiene ou na captação da água.

A água mineral interditada é fabricada pela empresa GEPF Agroindústria Ltda, que fica sediada no município de Engenheiro Paulo de Frontin, na região do Centro-Sul Fluminense. O CNPJ da empresa responsável é o 08.144.303/0001-90. Com a medida, o comércio e o consumo deste produto estão temporariamente proibidos em todo o território nacional até que novos exames comprovem a total segurança da água.

O que o consumidor deve fazer se comprou a água?

Quem comprou garrafas de água mineral sem gás da marca Vitoriosa recentemente deve interromper o consumo imediatamente. A presença de coliformes indica falhas de saneamento e pode causar problemas gastrointestinais, como diarreia, vômito e dores abdominais. É importante guardar o produto e a nota fiscal da compra para comprovação posterior.

O consumidor que adquiriu o lote afetado tem o direito de solicitar a troca do produto ou a devolução do valor pago diretamente no estabelecimento comercial onde realizou a compra. Caso o comerciante se recuse a fazer a troca, o cidadão deve registrar uma reclamação no Procon do seu município ou pelo site oficial do órgão de defesa do consumidor.

Como denunciar irregularidades em comércios e mercados?

Se você encontrar a água mineral Vitoriosa à venda em supermercados, mercearias ou depósitos de bebidas do Rio de Janeiro ou da Baixada Fluminense, você pode denunciar a situação para as autoridades competentes. A venda de produtos interditados pela Anvisa é uma infração sanitária grave.

Para denunciar, o cidadão pode entrar em contato com a Vigilância Sanitária do Estado do Rio de Janeiro ou com a vigilância municipal da sua cidade. No município do Rio de Janeiro, as denúncias podem ser feitas centralizadas pelo telefone 1746, que funciona 24 horas por dia. Também é possível registrar a queixa no portal da Anvisa na internet, por meio do sistema Ouvidoria.

O que já se sabe sobre a decisão e a empresa?

A Resolução que determinou a interdição cautelar é a de número 3.441. Segundo a agência, esta interdição é uma medida preventiva e temporária. O objetivo principal é proteger a saúde do trabalhador e da família fluminense que consome água engarrafada diariamente em suas rotinas.

A medida continuará em vigor por tempo indeterminado, enquanto a empresa fabricante realiza novos testes, contraprovas e adequações nos seus sistemas de filtragem e envase. A fabricante GEPF Agroindústria Ltda foi procurada pela imprensa oficial para se posicionar sobre o laudo do Laboratório Noel Nutels e apresentar sua defesa, mas ainda não emitiu uma nota pública detalhada sobre as correções que serão feitas na fábrica de Engenheiro Paulo de Frontin.

Como fica a fiscalização na Baixada e no Rio?

Os agentes de fiscalização sanitária municipal devem realizar rondas nos próximos dias para garantir que os comércios retirem o lote das prateleiras. Supermercados, padarias e pequenos comércios de bairro da Baixada Fluminense costumam ser grandes distribuidores de marcas regionais de água mineral.

Se um estabelecimento for flagrado vendendo o lote interditado, ele poderá sofrer punições que vão desde a apreensão imediata das mercadorias até multas pesadas e interdição do local. O consumidor deve sempre observar o rótulo da embalagem, verificando a marca, o número do lote e o CNPJ do fabricante antes de levar o produto para casa.

Foto: Extra

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