Prédio do antigo Habib’s abandonado vira foco de furtos na Freguesia

Um antigo restaurante da rede Habib’s, localizado na Rua Dom Juvêncio de Brito, na Freguesia, Zona Oeste do Rio, virou motivo de desespero para moradores e comerciantes da região após ser completamente abandonado e depredado.

O imóvel, que no passado recebia centenas de clientes diariamente, hoje apresenta um cenário de degradação absoluta. O telhado e o forro foram destruídos, a fiação elétrica acabou arrancada, portas e janelas foram levadas e restaram apenas entulhos, peças mecânicas e antigas placas do serviço de drive-thru espalhadas pelo chão.

Abandonado há meses, imóvel da Rua Dom Juvêncio de Brito preocupa Freguesia

A situação crítica veio à tona após denúncias divulgadas nas redes sociais por moradores e pela página comunitária Freguesia em Ação. Segundo relatos de quem trabalha e mora ao redor, a estrutura sem vigilância passou a ser ocupada por grupos de dependentes químicos, principalmente durante os fins de semana.

Trabalhadores da região contam que mais de dez pessoas costumam invadir o espaço nos dias de menor movimento, espalhando colchonetes pela passarela interna e até acendendo fogueiras no meio dos destroços. O fogo no interior do imóvel gera risco direto de incêndio para as construções vizinhas.

Além da degradação física do prédio, quem circula pela área denuncia um aumento significativo nos furtos e assaltos. A rotina de quem precisa caminhar pela Rua Dom Juvêncio de Brito para pegar ônibus ou voltar do trabalho mudou por conta do medo constante.

Como o imóvel virou motivo de medo para moradores e comerciantes

O abandono da propriedade obrigou os comerciantes vizinhos a investirem do próprio bolso para tentar proteger seus estabelecimentos. Um dos empresários da rua precisou contratar operários para instalar cercas de proteção e serpentinas cortantes sobre o muro de divisa com o antigo restaurante.

Para quem mantém um negócio na Freguesia, esse tipo de despesa reforça a sensação de desamparo. Os trabalhadores relatam que o dinheiro gasto com segurança privada e barreiras físicas deveria ser aplicado no próprio comércio, mas virou a única alternativa para evitar invasões e prejuízos maiores.

A vizinhança aponta que o prédio está sem portões ou tapumes eficazes, permitindo o livre acesso de qualquer pessoa. Até o momento, não há informações públicas sobre medidas tomadas pelo proprietário do terreno para lacrar a entrada, contratar vigilância particular ou dar um novo destino ao espaço.

O que dizem as autoridades sobre a segurança e a fiscalização

A segurança pública na Freguesia é de responsabilidade do 18º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Jacarepaguá, enquanto os crimes praticados na região são investigados pela 32ª DP (Taquara). Moradores cobram o reforço nas rondas diárias e a presença ostensiva de viaturas no trecho da Rua Dom Juvêncio de Brito.

Na esfera municipal, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) e a Subprefeitura de Jacarepaguá têm atribuição para fiscalizar imóveis abandonados que causem riscos à saúde pública ou à ordem urbana. Nesses casos, a prefeitura pode notificar o proprietário para que faça o fechamento das acessos e a limpeza do terreno.

Em situações extrema degradação e abandono sem resposta do dono, a legislação prevê até sanções administrativas. No entanto, quem mora na Freguesia afirma que até agora nenhuma ação efetiva de lacre ou limpeza pesada foi realizada no antigo restaurante.

O que já se sabe sobre o impacto na rotina do bairro

A degradação do prédio afeta diretamente o comércio local e o fluxo de pedestres no trecho. A Freguesia é um dos bairros mais movimentados de Jacarepaguá, com forte presença de residências e serviços, mas áreas com imóveis abandonados acabam virando pontos céticos para os moradores.

A iluminação do entorno e a falta de movimentação à noite agravam a sensação de insegurança. Quem precisa passar a pé pelo local busca rotas alternativas para evitar o trecho em frente ao terreno, estendendo o caminho até as avenidas principais.

Moradores planejam organizar um abaixo-assinado para entregar às autoridades locais, cobrando uma vistoria urgente da Defesa Civil e da vigilância sanitária, além do cercamento imediato do terreno por parte da Prefeitura do Rio ou do dono do imóvel.

O que fazer se você foi vítima de furto ou assalto na região

Se você foi vítima de qualquer crime na Freguesia ou presencia uma invasão em andamento, o primeiro passo é buscar atendimento policial imediato. O registro oficial é fundamental para que as forças de segurança identifiquem os manchões urbanos de criminalidade e aumentem o patrulhamento no local.

  • Emergência na hora: Ligue para o 190 da Polícia Militar. A ligação é gratuita e funciona 24 horas por dia.
  • Registro de ocorrência presencial: Vá até a 32ª DP (Taquara), responsável pela cobertura da área, levando documento de identidade e detalhes do fato.
  • Boletim online: Furtos e perdas de documentos podem ser registrados no portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (dedic.pcivil.rj.gov.br).

Como denunciar invasões, focos de drogas e abandono na Freguesia

A população pode colaborar com as forças policiais e órgãos de fiscalização fornecendo informações sobre pontos de consumo de drogas, esconderijo de materiais furtados ou abandono de terrenos.

  • Disque Denúncia: Ligue para o telefone (21) 2253-1177 ou envie mensagem pelo WhatsApp (21) 2253-1177. O serviço é totalmente anônimo e funciona 24 horas.
  • Central da Prefeitura (Central 1746): Para solicitar fiscalização de imóveis abandonados, acúmulo de lixo ou falta de iluminação, ligue 1746 ou use o aplicativo 1746 Rio.
  • Aplicativo Disque Denúncia RJ: Permite o envio de fotos e vídeos de forma segura para ajudar nas investigações das polícias civil e militar.
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