Um estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro denunciou ter sido vítima de agressão física e ofensas homofóbicas junto com o namorado no campus da Cidade Universitária, na Ilha do Governador. O caso ocorreu logo após o fim de uma festa acadêmica realizada dentro de um dos prédios da instituição na Zona Norte carioca.
Segundo o relato do aluno, o casal foi abordado por agressores assim que deixava o local do evento. Além dos xingamentos preconceituosos por conta da orientação sexual, as vítimas foram atingidas por socos e pontapés. O caso causou revolta na comunidade acadêmica e gerou cobranças por mais segurança nos acessos e pátios da universidade durante a noite.
Agressão homofóbica dentro do campus universitário
O episódio reforça o debate sobre a violência e a segurança no campus do Fundão, local de grande circulação diária de alunos, professores e trabalhadores. A extensão do campus e a iluminação precária em determinados trechos são reclamações antigas de quem precisa frequentar a ilha no período noturno, principalmente após aulas ou eventos estudantis.
Estudantes relatam que a sensação de insegurança e o medo de novos ataques têm afetado a rotina acadêmica. A comunidade cobra posicionamentos firmes da reitoria da UFRJ para que as festas e reuniões dentro dos blocos contem com apoio reforçado da segurança patrimonial e integração com o patrulhamento da Polícia Militar no entorno da Ilha do Governador.
Como fica a rotina no campus do Fundão
A rotina dos estudantes na Cidade Universitária exige cuidados redobrados durante a noite, momento em que a circulação de pessoas diminui drasticamente. Para quem estuda no Fundão ou utiliza os ônibus circulares e linhas intermunicipais, a orientação de coletivos estudantis é evitar caminhar sozinho por vias escuras ou pouco movimentadas.
A Prefeitura Universitária da UFRJ é o órgão responsável pela vigilância patrimonial dentro do campus. Em casos de urgência ou situações suspeitas dentro do perímetro acadêmico, os alunos podem acionar a Divisão de Segurança no próprio campus ou buscar apoio nas portarias centrais dos blocos de aula e institutos.
O que já se sabe sobre o caso
O aluno agredido buscou atendimento médico e registrou o fato para que os responsáveis sejam identificados. As investigações buscam usar imagens de câmeras de segurança do local e depoimentos de testemunhas que estavam no evento para tentar mapear o trajeto dos agressores e confirmar a autoria da violência.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga crimes de lesão corporal e homofobia por meio da delegacia da região. Desde a decisão do Supremo Tribunal Federal, atos de homofobia e transfobia são equiparados ao crime de racismo, sendo inafiançáveis e imprescritíveis no Brasil.
Como denunciar agressões e homofobia
Casos de agressão motivados por homofobia ou qualquer tipo de preconceito podem e devem ser denunciados imediatamente às autoridades policiais. A vítima ou testemunhas podem procurar a delegacia de polícia civil mais próxima para confeccionar o Boletim de Ocorrência presencialmente.
Também é possível utilizar os canais do Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177, com atendimento 24 horas e garantia de anonimato absoluto. O Rio de Janeiro conta ainda com a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), especializada na apuração desse tipo de conduta violenta e discriminatória.
O que fazer se você for vítima de violência na rua
Se você for vítima de agressão verbal ou física, procure imediatamente um local seguro e bem iluminado com presença de público. Em emergências nas ruas do Rio ou na Baixada Fluminense, ligue para a Polícia Militar pelo telefone 190 para pedir socorro imediato.
Para o registro da ocorrência policial, é muito importante reunir o maior número possível de informações. Guarde nomes de testemunhas, anote horários exatos, locais específicos e, se houver atendimento médico em hospital ou UPA, guarde o boletim de atendimento para anexar ao inquérito policial.
Foto: Povo na Rua













