Alerta de golpe no Pix: Banco Central vai avisar usuários em operações suspeitas

Banco Central

O Banco Central está desenvolvendo um alerta de golpe no Pix que será exibido aos usuários sempre que uma transação for considerada suspeita pelas instituições financeiras. A novidade foi explicada pelo diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes, durante uma transmissão ao vivo realizada em comemoração aos cinco anos do sistema de pagamentos instantâneos.

Segundo o diretor, o aviso aparecerá como uma etapa adicional dentro do aplicativo, questionando o cliente se ele realmente deseja prosseguir com a transferência. A intenção é criar um padrão único de comunicação entre os bancos para situações em que há indícios de fraude, facilitando a identificação de riscos pelo usuário.

Gomes explicou que a medida faz parte de um conjunto de ações voltadas ao reforço da segurança do Pix. Entre elas está a automatização de bloqueios quando o destinatário da transação possui uma chave marcada como fraudulenta no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT). Nesses casos, a transferência será impedida imediatamente.

— Se uma chave está marcada como fraudulenta no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), a transferência vai ser automaticamente bloqueada — afirmou o diretor.

A iniciativa do BC surge em meio ao aumento de ataques hackers que têm desviado valores expressivos de contas usadas por instituições financeiras para operacionalizar transações via Pix. De acordo com Gomes, a vigilância sobre vulnerabilidades do sistema foi ampliada e as exigências para instituições participantes ficaram mais rigorosas.

— Os pontos fracos da cadeia estão muito mais vigiados. Essa é uma ênfase que temos dado e que eu acho que tem trazido bons frutos. Nós estamos mais severos com relação às instituições participantes do Pix que não satisfaçam o requerimento de capital ou de patrimônio líquido — disse ele na live.

No fim de outubro, a Polícia Federal, com apoio da Interpol, deflagrou a segunda fase da Operação Magna Fraus, que investiga o grupo criminoso suspeito de ter desviado mais de R$ 813 milhões em julho. O ataque atingiu contas de reservas mantidas por instituições financeiras e foi usado para viabilizar transferências fraudulentas feitas por meio do Pix.

Limpatech