Alerta de temporal põe Rio e 9 cidades sob risco de vento de 60 km/h

Chuva no Rio de Janeiro

Um alerta amarelo de perigo potencial para tempestade atinge a cidade do Rio de Janeiro e outros nove municípios vizinhos nesta semana. A previsão indica chuva forte repentina, queda de granizo e rajadas de vento de até 60 km/h.

O aviso meteorológico mobiliza as equipes de prontidão e afeta diretamente a rotina de quem depende do transporte público na volta para casa. Há risco real de alagamentos em vias expressas, bolsões d’água e quedas de galhos sobre a rede elétrica.

Previsão de granizo e rajadas fortes mobiliza a Região Metropolitana

O comunicado emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia aponta que o acumulado de água pode chegar a 50 milímetros em poucas horas. As instabilidades ganham força por causa do calor combinado com a aproximação de áreas de umidade.

Além da capital fluminense, o aviso abrange cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana. Entre os municípios na rota da instabilidade estão Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Magé, Niterói e São Gonçalo. Moradores dessas regiões devem redobrar a atenção com encostas e córregos.

Na cidade do Rio, os pontos historicamente sensíveis voltam ao radar dos órgãos municipais. Trechos da Avenida Brasil, da Linha Vermelha e vias centrais costumam registrar retenção expressiva de veículos assim que a chuva torrencial começa.

Como fica o transporte e o trânsito

Quem depende de ônibus intermunicipais, trens da SuperVia e barcas deve se preparar para possíveis atrasos. Em dias de chuva com vento moderado a forte, o trânsito trava com rapidez nas saídas da capital rumo à Baixada.

Vias como a Rodovia Presidente Dutra e a Rodovia Washington Luís costumam apresentar bolsões d’água na pista lateral. Quedas de galhos sobre a fiação podem interromper ramais ferroviários ou paralisar semáforos em cruzamentos movimentados.

A recomendação das concessionárias de transporte e dos operadores de trânsito é antecipar deslocamentos sempre que viável. Evite forçar a passagem em áreas com acúmulo visível de água acima do nível das rodas.

O que fazer em caso de emergência

Se a tempestade começar enquanto você estiver na rua, não procure abrigo embaixo de árvores nem estacione veículos perto de torres de transmissão ou placas de publicidade. A força dos ventos de até 60 km/h é suficiente para derrubar estruturas metálicas fragilizadas.

Dentro de casa, retire aparelhos eletrônicos mais sensíveis das tomadas para evitar queimas causadas por oscilações ou descargas na rede de energia. Em áreas de encosta, fique atento a trincas nas paredes, inclinação de postes e estalos no terreno.

Caso a água comece a invadir a residência, corte a chave geral de eletricidade e o registro de gás antes de buscar abrigo em local seguro e elevado. Nunca tente atravessar ruas alagadas a pé, pois buracos abertos e correntezas representam perigo imediato.

Telefones úteis e canais de apoio

Em caso de alagamento com risco à vida, deslizamento de terra ou rachaduras graves, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro pelo telefone 193.

Para solicitar vistorias estruturais, comunicar quedas de árvores ou avisar sobre riscos em imóveis, ligue para a Defesa Civil pelo número 199. O serviço funciona de forma contínua durante 24 horas por dia.

Na capital, ocorrências de mobilidade urbana, semáforos apagados e bolsões em vias municipais podem ser informadas à Central de Atendimento da Prefeitura pelo telefone 1746 ou pelo aplicativo oficial.

Para receber alertas antecipados no celular sem custo, envie um SMS com o CEP da sua residência para o número 40199. O serviço é gerido pela Defesa Civil estadual e avisa com antecedência sobre mudanças climáticas drásticas.

Quem responde pela manutenção e energia

A responsabilidade pelo fornecimento e reparo da rede elétrica na capital e na Baixada Fluminense é da concessionária Light. Em Niterói e São Gonçalo, o atendimento é prestado pela concessionária Enel Distribuição Rio.

Cabos partidos caídos na calçada não devem ser tocados em hipótese alguma. Comunique o fato às distribuidoras de energia e mantenha distância mínima de isolamento até a chegada dos técnicos.

A limpeza de ralos e desobstrução de galerias pluviais nas vias municipais segue sob gestão das secretarias de conservação de cada prefeitura, que mantêm equipes volantes em prontidão nos corredores de maior tráfego.

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