O ex-jogador João Luiz, craque que brilhou em clubes do país e com passagem marcante pelo Vasco, está enfrentando problemas de saúde. Diagnosticado com um AVC, o ex-atleta iniciou um trabalho de equilíbrio e força comandado por um estudante de fisioterapia. A iniciativa partiu de Alberto Ahmed, presidente do POVO, que vendo a situação do amigo fez questão de ceder a sua casa para as aulas.
“João Luiz foi um craque do futebol brasileiro pouco valorizado. Vendo a situação dele, resolvi ajudar. Cedi minha casa para que um profissional de fisioterapia faça o acompanhamento da situação do João. Penso até em criar um espaço para ajudar ex-atletas, já que os clubes e sindicatos não fazem nada e só pensam em investir em crianças no intuito de business. Aqui no Caldeirão do Albertão, as crianças do morro jogam futebol sem pagar nada”, contou Alberto Ahmed que disponibilizou o campo de futebol e a piscina para auxiliarem o ex-lateral no acompanhamento médico e fisioterapeuta.
Já Leandro Santos da Costa, de 38 anos, estudante de fisioterapia na Universidade Veiga Almeida, tem esperanças em recuperar o craque do Vasco.
“João Luiz é determinado e nunca perde o sorriso. Estamos iniciando o tratamento e logo no primeiro dia ele trabalhou equilíbrio e força muscular. Acreditamos que a saúde dele vai melhorar com esse trabalho que estamos realizando. Mas é bom frisar que isso só foi possível graças ao empenho do Alberto Ahmed que colocou à disposição o espaço aqui na casa dele que cinta com um campo de futebol e um piscina que vão ajudar no tratamento”, disse.
Quem é João Luiz?
João Luiz nasceu em 21 de junho de 1959, e atuava como zagueiro e lateral esquerdo.
Iniciou a carreira no Vasco da Gama. Após deixar o clube de São Januário, o atleta teve passagens por Náutico e Sport, além de duas passagens pelo Atlético Paranaense, onde conquistou o Campeonato Paranaense de 1982 e 1983.
Até hoje é lembrado pela caneta que deu em Maradona, quando atuava pelo Atlético Mineiro. Como recorda:
“Vestindo a camisa do Atlético-MG, estava me desdobrando para marcar o craque do Boca Juniors, mas dei uma caneta assim que surgiu uma oportunidade. Lembro que matei a bola na pequena área e me preparei para dar um bicão. Quando dei aquela olhadinha de migué, vi que ele vinha correndo igual um louco para travar e só rolei por baixo das pernas dele, que gritou “MACAQUITO!” e eu retribuí “MACONHEIRO!”, relembrou.














