Um agente de segurança de folga reagiu a uma tentativa de assalto e matou um suspeito na noite de sexta-feira, na pista da Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, Zona Norte do Rio. A área passou por perícia da Polícia Civil.
O caso aconteceu enquanto o agente e a esposa trafegavam de moto pela via expressa. De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a pista precisou ser parcialmente isolada para o trabalho pericial logo após os disparos.
Reação a abordagem armada na pista da Avenida Brasil
Conforme o relato feito aos policiais militares do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), o casal seguia na motocicleta quando foi interceptado por dois homens armados, que estavam em outro veículo de duas rodas. Os criminosos emparelharam e anunciaram o roubo no meio do tráfego.
O agente de folga interveio de imediato para se defender e proteger a companheira. Houve disparos de arma de fogo e um dos homens que praticava a abordagem foi atingido em cheio. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no próprio local, antes da chegada de equipes médicas de socorro.
Com o suspeito atingido, os policiais apreenderam a arma de fogo utilizada para ameaçar o casal durante o ataque. Já o segundo comparsa da dupla conseguiu acelerar a motocicleta e fugiu em direção ao fluxo da via antes do cerco policial.
O que já se sabe sobre a dinâmica e a investigação
Policiais do BPVE chegaram rapidamente ao trecho de Guadalupe logo depois dos primeiros chamados que relataram tiros na via expressa. Eles preservaram todo o perímetro onde o corpo e o armamento do suspeito ficaram caídos para a realização dos procedimentos periciais.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sediada na Barra da Tijuca, assumiu a investigação oficial do ocorrido. Os peritos recolheram a arma do assaltante e fizeram medições no asfalto para entender a trajetória dos disparos efetuados pelo agente.
A polícia agora busca pistas para localizar o fugitivo que escapou de moto. Imagens de câmeras instaladas pela Prefeitura do Rio e pela concessionária da via expressa serão analisadas pelos investigadores para traçar a rota de fuga tomada pelo piloto comparsa.
Como fica a região de Guadalupe nos próximos dias
A Avenida Brasil, no trecho que corta os bairros de Guadalupe, Deodoro e Ricardo de Albuquerque, é um dos eixos rodoviários mais movimentados da cidade. Diariamente, milhares de trabalhadores e famílias passam por ali em ônibus municipais, intermunicipais e veículos particulares.
Após o episódio de violência, o comando do BPVE determinou um reforço ostensivo na vigilância em Guadalupe. Equipes da Polícia Militar mantêm rondas extras em pontos estratégicos e viaturas estacionadas com giroflex ligado nas margens das pistas expressa e lateral.
Para quem utiliza o transporte coletivo ou passa de moto pela via durante a noite, a recomendação geral do policiamento é redobrar a atenção nas aproximações de passarelas e acessos de alças de retorno, locais frequentemente visados por assaltantes para abordagens rápidas.
Quem responde por isso e como denunciar pistas
O policiamento preventivo diário da via expressa é responsabilidade primária do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE). Por sua vez, o inquérito policial corre diretamente sob o comando da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ouvirá formalmente o agente e testemunhas.
A população pode colaborar de maneira fundamental com a identificação do assaltante foragido. Informações que auxiliem os investigadores podem ser encaminhadas para os seguintes canais oficiais:
- Disque Denúncia do Rio: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia e garantia total de anonimato.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, canal direto para envio de mensagens, fotos e vídeos anônimos.
- Polícia Militar: acionamentos de emergência em andamento na via devem ser feitos sempre pelo telefone 190.
O que fazer se você for vítima ou presenciar crimes na via
Motoristas e pedestres que forem vítimas de roubo ou tentativa de assalto em vias expressas precisam priorizar o registro formal do caso. O boletim de ocorrência pode ser registrado presencialmente na delegacia distrital da região ou através da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Para fazer a queixa pela internet, basta acessar o portal oficial da corporação (delegaciaonline.rj.gov.br). Tenha em mãos documentos pessoais como RG e CPF, dados do veículo envolvido e, se houver, os números de identificação de aparelhos eletrônicos levados, como o código IMEI do telefone celular.















