Advogado é espancado por causa de camisa de torcida em Cabo Frio

A Polícia Civil investiga o espancamento do advogado Rafael Vieira da Costa, de 39 anos, ocorrido na Rua Porto Alegre, no bairro Palmeiras, em Cabo Frio, após ser cobrado para tirar uma camisa de torcida organizada.

Investigação apura agressões contra advogado no bairro Palmeiras

O caso aconteceu na madrugada da última quarta-feira, logo após o fim de uma partida de futebol. Rafael relatou aos agentes que foi cercado perto de um bar por cerca de 15 pessoas que exigiram a retirada da camisa da Força Jovem do Vasco. Ele afirmou que fez parte da torcida durante 14 anos, mas se desligou do grupo há cinco anos por divergências com os responsáveis atuais.

Segundo o depoimento da vítima, após a cobrança e ameaças por atritos antigos, ele foi atingido por um primeiro soco no rosto. Em seguida, caiu e passou a receber vários chutes e pontapés pelo corpo e na cabeça. Imagens gravadas por celulares registraram a violência acontecendo no asfalto mesmo sem nenhuma reação do advogado.

Por causa dos golpes, Rafael sofreu ferimentos graves na face, hematoma extenso no olho direito e perdeu um dente. Uma testemunha afirmou que ele chegou a ficar desmaiado por cerca de cinco minutos enquanto os agressores continuavam desferindo chutes. A vítima realizou o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e pede que o caso seja enquadrado como tentativa de homicídio, embora o registro inicial tenha sido feito como lesão corporal.

Versões divergentes sobre o início da confusão

O caso reúne depoimentos com versões opostas sobre o motivo da briga. Testemunhas que estavam no local relataram à polícia que Rafael teria começado as provocações. De acordo com esses relatos, a confusão teria motivação estritamente particular e antiga, sem relação com uma ordem coletiva de torcedores.

Essas pessoas disseram que o advogado demonstrou irritação com antigos conhecidos e gestões da torcida, iniciando ofensas verbais e encaramentos antes de a briga física começar.

Em nota oficial, a Força Jovem 20ª Família repudiou atos violentos e sustentou que o episódio foi um atrito individual entre dois homens. A entidade alegou que Rafael estava alterado e avançou contra um desafeto do passado, enquanto os outros presentes apenas tentaram conter a briga.

Quem responde por isso na região

A apuração está sob os cuidados da 126ª Delegacia Policial, localizada no município de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Os investigadores da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro analisam as imagens das câmeras de segurança e os vídeos gravados por populares que circularam pela internet para identificar individualmente todos os que bateram no homem caído.

O policiamento preventivo nas imediações do bairro Palmeiras é realizado pelo 25º Batalhão de Polícia Militar. A corporação mantém rondas pelas vias comerciais e gastronômicas da cidade para coibir tumultos após a transmissão de partidas esportivas.

Como denunciar casos de violência

Moradores e testemunhas que tenham filmagens nítidas ou saibam a identidade e o paradeiro dos envolvidos na briga podem repassar detalhes de forma segura e sem precisar se identificar. As denúncias auxiliam no fechamento do inquérito policial da delegacia local.

  • Disque Denúncia: Telefone e WhatsApp pelo número (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia e garantia total de sigilo.
  • Polícia Militar: Ligue 190 em casos de brigas, ameaças ou qualquer situação de emergência em andamento na via pública.
  • Atendimento presencial: A 126ª DP fica na Rua Ministro Silva Jardim, sem número, no centro de Cabo Frio.

O que fazer se você for vítima de agressão

Pessoas agredidas em vias públicas devem buscar atendimento de emergência imediatamente para cuidar dos ferimentos e garantir os primeiros prontuários médicos. Os relatórios do hospital auxiliam na perícia técnica oficial.

Para registrar o crime, a vítima deve comparecer a uma delegacia munida de documento oficial com foto e relatar o endereço exato, horários e possíveis testemunhas. No caso de crimes violentos, a polícia encaminha o cidadão ao Instituto Médico Legal para a realização do exame de corpo de delito, prova pericial indispensável para comprovar a gravidade das lesões na Justiça.

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