Advogada que Viciava Jovens com Brindes 3D é Condenada a 8 Anos, Mas Recorre em Liberdade; Companheiro Ficará Preso

Advogada que Viciava Jovens com Brindes 3D é Condenada a 8 Anos, Mas Recorre em Liberdade; Companheiro Ficará Preso

Uma advogada foi condenada a oito anos de prisão em regime inicialmente fechado por tráfico de drogas, mas a Justiça do Distrito Federal concedeu a ela o direito de recorrer da sentença em liberdade. Bruna Calland Cerqueira Rizieri, juntamente com seu companheiro, Henrique Sampaio da Silva, de 39 anos, foram presos em setembro de 2025 em uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O casal operava um esquema de tráfico de drogas a partir de um apartamento de luxo na quadra 504 do Sudoeste. Durante a ação policial, Bruna chegou a chorar ao ser abordada. Meses depois, em dezembro do ano passado, ela foi detida novamente pela PCDF, cometendo o mesmo crime na mesma região.

Enquanto Bruna poderá aguardar o julgamento de seus recursos fora da prisão, Henrique não teve a mesma sorte e permanecerá detido. As investigações revelaram um método sofisticado de marketing para a venda de entorpecentes, conforme divulgado pelo Metrópoles.

Esquema Inovador de Fidelização Chocou as Autoridades

A forma como o tráfico era conduzido chamou a atenção das autoridades pela criatividade e ousadia. Bruna e Henrique não apenas vendiam drogas presencialmente e por delivery, mas também criaram um sistema de fidelização incomum para atrair e manter seus clientes.

Essa estratégia envolvia a distribuição de pequenas peças plásticas impressas em 3D. Esses objetos funcionavam como um código paralelo, indicando o tipo de droga comercializada e acumulando pontos para os compradores fiéis. Era uma tentativa clara de dissimular as transações ilícitas.

Peças 3D como Código Secreto para Drogas

As peças impressas em 3D possuíam significados específicos dentro do esquema. Um esqueleto de peixe, por exemplo, representava a venda de cocaína. Já um raio simbolizava o comércio de ecstasy. Um floco de neve era utilizado para identificar a entrega de haxixe ou loló.

Esses objetos tridimensionais funcionavam como um disfarçado “cartão de fidelidade”, buscando criar um vínculo de exclusividade com os compradores e, ao mesmo tempo, driblar a fiscalização policial. A intenção era ampliar o público consumidor, atingindo inclusive adolescentes e jovens em idade escolar.

Delegado Destaca Sofisticação e Ousadia do Esquema

O delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan, responsável pelas investigações, expressou surpresa com o nível de sofisticação e a ousadia empregados no esquema. Ele destacou que a criação de uma linguagem própria para fidelizar usuários foi uma tentativa clara de burlar a polícia e expandir o alcance do crime.

A defesa da advogada Bruna Calland Cerqueira Rizieri já recorreu da decisão em instâncias superiores. Enquanto isso, ela aguarda o julgamento dos recursos fora do ambiente prisional, diferentemente de seu companheiro, Henrique Sampaio da Silva, que continua detido.

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